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SETEMBRO DE 2011
O terceiro trimestre da Companhia foi marcado pela evolução do resultado em comparação a 2010. Esta melhora é resultante basicamente de 3 fatores: (a) aumento do volume de vendas de DVD, (b) aumento do volume de vendas de Setup boxes para a Sky, (c) lançamento da linha de produtos licenciados (já foram comercializadas no varejo durante o Dia das Crianças). Abaixo destacamos as principais evoluções do trimestre:
Vendas de DVD e de Setup Boxes: No terceiro trimestre mantivemos o ritmo de crescimento nas vendas de DVD’s e encerramos o trimestre com um Market Share de 23% (fonte: Eletros). Com isto, posicionado a Companhia como uma das principais fabricantes de DVD no País. O crescimento nas vendas é devido a uma boa distribuição no varejo e principalmente pelo lançamento de novos produtos. Neste trimestre a Companhia lançou uma linha de DVD’s licenciados, sendo 2 modelos da franquia Barbie, 2 das Princesas e 2 do Carros 2. Atualmente a empresa possui 11 modelos de DVD no line up de produtos, e para o último trimestre teremos o lançamento de mais um produto licenciado: um DVD Portátil da franquia Backyardigans.
*Fonte: Eletros
No terceiro trimestre o faturamento dos Setup Boxes para a Sky ganharam maior escala, e representaram aproximadamente 30% do faturamento total da Companhia. No acumulado do ano esta participação está em 26%.
Resultado: Devido ao crescimento de 129% nas vendas em relação ao 3º trimestre de 2010 e também a uma redução no percentual das despesas variáveis e fixas, a Companhia gerou um lucro de R$ 1,6MM no trimestre versus um prejuízo de R$ 0,8MM em 2010.
No acumulado do ano, o crescimento da receita foi de 132%, e o resultado antes do resultado financeiro e tributos encerrou o período com um prejuízo de R$ 2,4MM, ou seja, R$ 9,5MM melhor do que o mesmo período do ano anterior. RESULTADO DO 3º TRIMESTRE DE 2011
VOLUMES E RECEITAS
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VOLUMES: A empresa obteve importante crescimento no volume de vendas de DVD, sendo que de Janeiro a Setembro de 2011 o volume de vendas foi quase 3 vezes maior do que o mesmo período do ano anterior. Como conseqüência, a empresa obteve um Market Share neste segmento de 23%, posicionando-se entre as principais empresas fabricantes de DVD do país.
RECEITA:
A receita consolidada da Companhia apresentou um crescimento de 129% no trimestre em comparação a 2010, e no acumulado do ano o crescimento foi de 132%. A Tectoy S/A (controladora) obteve um crescimento no ano de 139%, enquanto que a Tectoy Entretenimento Digital 10%. O crescimento do faturamento da Tectoy S/A, conforme já comentado, basicamente é devido ao aumento do volume de vendas de DVD e setup boxes e ao lançamento dos produtos licenciados.
Com relação à Tectoy Entretenimento Digital, o incremento no faturamento está diretamente relacionado ao aumento do número de downloads na América Latina também a receita com desenvolvimento de jogos e aplicativos para redes sociais (ex: Facebook), e para plataformas como Iphone, Ipad e Android.
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RESULTADO BRUTO
O resultado bruto do trimestre foi R$ 9,5MM, 27% do faturamento líquido. No ano o valor foi R$ 16,7MM, 23% do faturamento. Em comparação aos nove primeiros meses de 2010, obtivemos um incremento de R$ 8,4MM no resultado bruto, ou seja, um incremento de 100% sobre o valor do ano anterior.
Vale comentar, que à medida que as vendas de setup boxes tiverem uma maior representatividade no faturamento da empresa, faz-se necessário analisar a margem de contribuição da Companhia (margem contribuição = resultado bruto – despesa com vendas), e não apenas o resultado bruto, pois no faturamento do setup box não existe a incidência de nenhuma despesa variável, ou seja, o resultado bruto é igual a margem de contribuição, e por isso o resultado bruto do setup boxes percentualmente é menor do que o dos outros produtos. Além disto, é importante mencionar que nesta operação a empresa não tem risco cambial e tampouco qualquer custo financeiro.
Apenas para fins de comparação, o resultado bruto da Companhia Controladora sem as vendas dos setup boxes, ou seja, apenas dos produtos Tectoy, representou 28,5% do faturamento líquido que é superior aos 23,6% do ano anterior; ou seja; a Companhia aumentou em 70% o volume de vendas dos produtos Tectoy e também aumentou a rentabilidade.
DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS:
DESPESA COM VENDAS:
% Desp. Vendas sobre FaturamentoQ3'09 YTDQ3'10 YTDQ3'11 YTDComissões e Fretes6,9%8,1%4,1%Assitência Técnica2,3%2,6%2,0%Propaganda e Publicidade25,4%12,2%3,3%Imposto de Internação0,7%0,9%0,8%Royalties/Dir. Autorais1,3%0,7%0,4%Outras Despesas0,7%2,3%0,1%TOTAL % DESP. COM VENDAS37,3%26,8%10,7%
O forte controle de custos e revisão de processos resultou em um considerável decréscimo das despesas com vendas, as quais representaram 10,7% do faturamento nos primeiros nove meses do ano contra 26,8% em 2010, uma redução de 16,1 pontos percentuais. Esta redução da participação das despesas com vendas deve-se aos seguintes fatores:
Otimização do Frete da Entrega: Foram criadas novas políticas de negócios para o frete da entrega no intuito de minimização dos custos. Além disto, a venda de setup boxes ajuda na diluição nas despesas com vendas, uma vez que não existe qualquer custo variável sobre as vendas. Com isto o percentual do frete sobre as vendas reduziu quase pela metade (5,0% em 2010 versus 2,7% em 2011). Se fizermos a comparação do frete excluindo a venda de setup boxes temos uma redução de 26% (de 5% em 2010 para 3,7% em 2011).
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SETEMBRO DE 2011
Venda de Setup boxes: Conforme já comentado, não existem despesas com vendas no faturamento do setup boxes. Como conseqüência, a medida que o faturamento for aumentando, a participação da despesa com vendas sobre o faturamento será reduzida.
Propaganda e Publicidade: Até o terceiro trimestre de 2010, o resultado da Zeebo Brasil era consolidado no balanço da Tectoy S/A, e em Q3’10 a Zeebo Brasil efetuou um investimento de R$ 1,8MM em propaganda e publicidade visando o dia das crianças. Este é o principal motivo da redução de R$ 1,6MM quando comparamos 2011 com 2010.
DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS: Encerramos o trimestre com R$ 12,7MM de despesas gerais e administrativas. Isto representou uma redução de R$ 1,6MM em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta redução deve-se principalmente pelo fato de as despesas relacionadas ao Zeebo estarem fora do balanço da Companhia (desde o último trimestre de 2010 a Zeebo Brasil não é mais consolidada no balanço da Tectoy S/A pelo fato da participação da Tectoy ter se tornado inferior a 20%).
DESPESAS GERAIS E ADMINISTR.Q3'09 YTDQ3'10 YTDQ3'11 YTDDespesa com Pessoal10.455 8.297 8.175 Despesa com Infraestrutura922 930 862 Serviços prestados por Terceiros5.015 2.460 1.610 Depreciação e Amortização560 701 788 Outras Despesas2.336 1.896 1.288 TOTAL DESP. G&A19.288 14.284 12.723
OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS: O valor de R$ 1,4MM nesta linha refere-se a dois eventos:
Shared Services: A Tectoy presta alguns serviços compartilhados para a Zeebo Brasil, e, por estes serviços, a Zeebo Brasil paga um “fee” mensal à Tectoy SA. O valor acumulado desta receita foi de R$ 0,4 MM no ano. A Companhia encerrou a prestação destes serviços a partir de Agosto’11.
Reversão de provisões: Tivemos a reversão de R$ 0,9MM que estavam a maior.
RESULTADO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E TRIBUTOS
A Companhia encerrou o trimestre com um lucro de R$ 1,6MM antes do resultado financeiro e tributos no trimestre. Este resultado operacional demonstra uma melhora de R$ 6,6MM em relação a 2010 e de R$ 8,2MM em relação a 2009, conforme demonstrado abaixo.
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No acumulado do ano, encerramos o período com um prejuízo de R$ 2,4MM, resultado este que apesar de negativo apresenta uma melhora de R$ 9,5MM em relação a 2010 e R$ 20,4MM em relação a 2009.
RECEITA/DESPESA FINANCEIRA E TRIBUTOS
A empresa encerrou o trimestre com aproximadamente R$ 0,6MM de despesa no resultado financeiro no acumulado do ano, e por ter tido prejuízo no período não teve imposto de renda e/ou contribuição social. Na linha de tributos quando fazemos a comparação com o mesmo período de 2010, observamos uma variação negativa de R$ 3,1MM. Isto se deve ao fato que no primeiro trimestre do ano passado, reconhecemos no resultado o efeito positivo pela adesão ao programa de parcelamento de impostos previsto na Lei 11.941/09 – “Refis IV” (efeito total = R$ 4,1MM, sendo parte em tributos e parte na receita financeira). Conforme já comentado, a Companhia consolidou junto a RFB e PGFN a adesão ao parcelamento.
RESULTADO ATRIBUÍDO A SÓCIO NÃO CONTROLADORES
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SETEMBRO DE 2011
A variação de R$ 8,4MM em relação a 2010, deve-se basicamente a não consolidação da Zeebo Brasil, a partir do 4º trimestre de 2010.
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
A empresa encerrou o trimestre com um lucro de R$ 1,6MM, ou seja, uma evolução de R$ 2,4MM em comparação ao terceiro trimestre de 2010 (prejuízo de R$ 0,8MM) e R$ 7,3MM em comparação ao terceiro trimestre de 2009:
No acumulado do ano, a empresa obteve um prejuízo de R$ 2,6MM. Em 2010 o resultado foi um lucro de R$ 0,1MM, entretanto conforme já mencionado acima, tivemos o efeito de R$ 4,1MM referente à adesão ao “Refis IV”, e também tivemos um efeito positivo pela venda das participações nas empresas Tectoy Desenvolvimento Digital e Level Up! No valor de R$ 1,7MM. Com isto abaixo segue o comparativo do resultado líquido da empresa antes e depois do efeito da adesão ao Refis IV, e da venda das participações:
RESULTADO DO PERÍODOQ3'09 YTDQ3'10 YTDQ3'11 YTDRESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO(18.478) 53 (2.642) ( - ) Efeito do Refis IV e Venda Particp.- (5.963) Resultado sem efeito do Refis IV e Venda Particip(18.478) (5.910) (2.642)
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ENDIVIDAMENTO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Em Janeiro’11 ocorreu um aumento de capital na Companhia, que possibilitou a expansão da produção/faturamento já comentado. Entretanto o valor do aumento de capital foi menor do que havia sido previsto, devido a isto a empresa teve a necessidade de captar estes recursos no mercado financeiro, gerando assim despesas financeiras não previstas incialmente.
Além disto, como conseqüência do aumento de capital, houve também o aumento do valor do Patrimônio líquido conforme demonstrado abaixo:
*Endividamento = Empréstimos (3ºs + Parte Relac.) + Duplicatas Descontadas + Impostos Parcelados + Debêntures
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SETEMBRO DE 2011
Por fim, é importante comentar a finalização do processo de aumento de capital e da consolidação do Programa de Parcelamento de Impostos, conforme explicado abaixo:
Consolidação do Programa de Parcelamento de Impostos – Refis IV: Em Julho’11 a Companhia consolidou o seu pedido de adesão ao programa de parcelamento de impostos junto a RFB e a PGFN, conforme Lei 11.941/09. Isto gerou um ganho a Companhia de aproximadamente R$ 4MM, o qual já foi reconhecido no exercício de 2010.
Aumento de Capital: Em 16 de dezembro de 2010, foi realizada reunião do Conselho de Administração aprovando o aumento de capital social da Companhia, por meio do Aviso aos Acionistas, no valor de R$ 26,5MM .
No dia 1° de agosto de 2011 ocorreu o Leilão de Sobras de Ações nas condições descritas no Edital. No dia 3 de agosto de 2011, conforme publicado no Anuncio de Encerramento de Distribuição de Ações, não houve subscrição das Sobras durante o referido Leilão.
Contudo, os acionistas minoritários, no prazo de direito, manifestaram a retratação da subscrição outrora realizada no montante de R$ 1,7M sendo tal devolução liquidada pela Tectoy em 23 de agosto de 2011.
Devido a isto o valor final do aumento de capital foi de R$ 15.9MM, sendo que R$ 6,6MM foram conversão de mutuo e adiantamento para futuro aumento de capital junto ao acionista controlador (ingresso de caixa em 2010), R$ 5,1MM aporte de caixa do acionista controlador em 2011 e R$ 4,2MM ingresso de caixa dos acionistas minoritários em 2011.
TECTOY ENTRETENIMENTO DIGITAL
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SETEMBRO DE 2011
TECTOY MOBILEQ3'10 YTDQ3'11 YTDDELTANº DOWNLOADS447.405 617.114 38%RECEITA BRUTA1.438 1.576 10%RECEITA LÍQUIDA1.359 1.498 10%DESPESAS (1.611) (1.805) 12%RESULTADO LÍQUIDO(252) (307) (55)
A Tectoy Entretenimento Digital teve um incremento de 10% em sua receita líquida, e de 38% no número de downloads ao final do terceiro trimestre de 2011 em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento acima citado da receita deve-se basicamente a dois fatores:
Faturamento Latam: O faturamento dos outros países da América Latina teve um importante crescimento, devido ao início da operação da distribuição dos jogos Disney na América Latina, e assinatura de contratos com novas operadoras. Ao final do Q3 o faturamento destes países representou 20% do faturamento total da empresa (R$ 320k), enquanto que no mesmo período do ano anterior eles representaram apenas 5%.
Desenvolvimento de Jogos e Aplicativos: Desde Agosto do ano passado, a Tectoy Entretenimento Digital começou a desenvolver jogos e aplicativos para redes sociais (ex: Facebook), e para plataformas como o Iphone, IPad e Android. No acumulado do ano até Q3 o faturamento deste segmento já representou 18% da receita total da Tectoy Entretenimento (R$ 281k). Importante mencionar que este é o segmento de maior rentabilidade da Tectoy Entretenimento Digital.
Faturamento Brasil: No acumulado do ano, tivemos uma queda de 25% no faturamento referente a downloads de jogos no Brasil. Esta queda é devida pelo fato de um dos principais publishers ter atrasado o lançamento dos 4 principais jogos do ano. Este atraso impactou principalmente o 3º trimestre que foi 40% inferior ao Q3 de 2010.
Abaixo segue gráfico ilustrando a evolução da receita na Tectoy Entretenimento Digital:
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SETEMBRO DE 2011
Tivemos um aumento de R$ 194k nas despesas operacionais, isto se refere à contratação de pessoal para o desenvolvimento de jogos e aplicativos conforme citado anteriormente.
A Tectoy Entretenimento Digital encerrou o terceiro trimestre com um prejuízo acumulado no ano de R$ 307k versos um prejuízo de R$ 252k em 2010.
Para o último trimestre, a representatividade do desenvolvimento de jogos, que foi de 18% da receita até Setembro, deve crescer mais que proporcionalmente às demais linhas de negócio da empresa (importante comentar que a rentabilidade deste segmento é maior do que a gerada pelos demais segmentos da Companhia). Este crescimento ocorrerá dado que a Tectoy Entretenimento Digital é uma das principais empresas brasileiras com capacitação para desenvolvimento e entrega de jogos e aplicativos para Redes Sociais – mercado em franca expansão. Alguns cases já estão “no ar”, incluindo um jogo para Facebook desenvolvido para um “reality show” da TV Brasileira, e também aplicativos desenvolvidos para a RIM (fabricante do Blackberry).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A empresa encerrou o trimestre demonstrando evolução nos principais índices operacionais e indicadores de seu balanço comparado aos anos anteriores.
Executando a estratégia traçada em 2010, a empresa vem conseguindo aumentar a escala do faturamento com produtos próprios, melhorar as margens de lucratividade nos mesmos e também produzir um volume crescente de produtos para terceiros (Setup boxes para Sky).
Entretanto, a Companhia teve que buscar no mercado financeiro recursos para financiar este crescimento, e com isto encerrou o trimestre com R$ 1,9MM de despesa de juros no ano. Ou seja, do prejuízo total do período de R$ 2,6MM, 73% (R$ 1,9MM) são juros para financiar o crescimento do faturamento da Companhia. A redução do custo financeiro é um projeto a ser perseguido para a melhoria da rentabilidade.
A Companhia continua buscando novos parceiros que estejam interessados em produzir seus produtos no Brasil, bem como continua desenvolvendo e lançando novos produtos da linha Tectoy. No terceiro trimestre foram lançados 7 novos produtos, e para o último trimestre teremos o lançamento de mais um. Vale destacar o lançamento da linha de produtos licenciados que teve grande aceitação por parte dos consumidores.
Destacamos abaixo as principais evoluções da Companhia neste trimestre, que são refletidas nos dois gráficos a seguir:
Aumento de 132% no faturamento;
Redução do percentual das despesas fixas e variáveis;
Aumento de R$ 11,3MM no Patrimônio Líquido em comparação a Dez’10;
Geração de lucro no 3º trimestre de 2011.
EVOLUÇÃO DOS KPI’s – 3º TRIMESTRE:
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SETEMBRO DE 2011
EVOLUÇÃO DOS KPI’s – Q3 ACUMULADO:
*Resultado sem efeito do Refis IV e venda de participação acionária
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Evolução da TECTOY
Destacamos abaixo as principais evoluções da Companhia neste trimestre, que são refletidas nos dois gráficos a seguir:
Aumento de 132% no faturamento;
Redução do percentual das despesas fixas e variáveis;
Aumento de R$ 11,3MM no Patrimônio Líquido em comparação a Dez’10;
Geração de lucro no 3º trimestre de 2011.
FATURAMENTO EM 31/12/2010...R$ 50MILHOES
FATURAMENTO ATÉ 31/09/2011..R$ 73MILHOES
Aumento de 132% no faturamento;
Redução do percentual das despesas fixas e variáveis;
Aumento de R$ 11,3MM no Patrimônio Líquido em comparação a Dez’10;
Geração de lucro no 3º trimestre de 2011.
FATURAMENTO EM 31/12/2010...R$ 50MILHOES
FATURAMENTO ATÉ 31/09/2011..R$ 73MILHOES
TEC TOY S.A. 30/09/2011 Resumo dos Dados Consolidados Recebidos
Fonte: http://www.bmfbovespa.com.br/Cias-Listadas/Empresas-Listadas/ResumoEmpresaPrincipal.aspx?codigoCvm=14133&idioma=pt-BR
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
TECTOY (TOYB) - Comunicado
(09/11) TECTOY (TOYB) - Comunicado
DRI: Milton Hashizume
A empresa enviou o seguinte comunicado:
A Tectoy convida seus acionistas a participarem da reuniao para apresentacao do
tema abaixo:
(a) Resultados do 3o Trimestre de 2011.
Data: 17/11/2011
Local: Renaissance Sao Paulo Hotel
Alameda Santos, 2233 - Jardim Paulista - Sao Paulo
Horario: 10h as 11h
Estacionamento no local.
Confirme sua presenca atraves do e-mail:
reuniao1711@tectoy.com.br ou (11) 3018.8076
Fonte: http://www.tectoy.com.br/investidores_interna.php?id=44
DRI: Milton Hashizume
A empresa enviou o seguinte comunicado:
A Tectoy convida seus acionistas a participarem da reuniao para apresentacao do
tema abaixo:
(a) Resultados do 3o Trimestre de 2011.
Data: 17/11/2011
Local: Renaissance Sao Paulo Hotel
Alameda Santos, 2233 - Jardim Paulista - Sao Paulo
Horario: 10h as 11h
Estacionamento no local.
Confirme sua presenca atraves do e-mail:
reuniao1711@tectoy.com.br ou (11) 3018.8076
Fonte: http://www.tectoy.com.br/investidores_interna.php?id=44
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Perspectiva de redução de custos e incentivos locais atraem fabricantes mundiais de games.
Manaus - Quatro meses após a aprovação do projeto de produção do video game Xbox 360 no Polo Industrial de Manaus (PIM), o Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (CAS) aprovou ontem o segundo projeto de produção de videogames, dessa vez da Foxconn Moebg com investimentos de US$ 31 mi e geração de 214 empregos no prazo de três anos.
De acordo com o superintendente em exercício da Suframa, Oldemar Ianck, grandes empresas concorrentes do Xbox estão interessadas em produzir no Estado, porque além dos incentivos que reduzem o preço para o consumidor interno, o setor tem Processo Produtivo Básico (PPB) definido e mão de obra qualificada.
“A aprovação desses projetos abre caminho para outras empresas do segmento que é um importante gerador de empregos e traz robustez à área de software do PIM”, destaca Ianck. A gerência da Foxconn informou que somente no início da segunda quinzena de novembro será divulgada a marca do videogame a ser produzido no Amazonas.
A Foxconn monta computadores e aparelhos para empresas como Apple, para a qual produz iPods, iPads e iPhones, placas-mãe para a Intel, componentes a Dell, celulares da Motorola e videogames como o PlayStation 3, da Sony e o Wii, da Nintendo. Porém, a Sony já possui fábrica em Manaus, onde produz tv´s e jogos.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, a iniciativa da Foxconn retoma a instalação do polo de games no PIM que se une à Tec Toy, fabricante do videogame Master System, fincada desde 1988 em Manaus.
Em Manaus, a Foxconn produz máquinas fotográficas, sendo uma das maiores componentistas do mundo e está presente em 14 países com três fábricas no Brasil.
http://www.seplan.am.gov.br/arquivos/download/arqeditor/publicacoes/clipping/nacional/28102011/#_Toc307561459
De acordo com o superintendente em exercício da Suframa, Oldemar Ianck, grandes empresas concorrentes do Xbox estão interessadas em produzir no Estado, porque além dos incentivos que reduzem o preço para o consumidor interno, o setor tem Processo Produtivo Básico (PPB) definido e mão de obra qualificada.
“A aprovação desses projetos abre caminho para outras empresas do segmento que é um importante gerador de empregos e traz robustez à área de software do PIM”, destaca Ianck. A gerência da Foxconn informou que somente no início da segunda quinzena de novembro será divulgada a marca do videogame a ser produzido no Amazonas.
A Foxconn monta computadores e aparelhos para empresas como Apple, para a qual produz iPods, iPads e iPhones, placas-mãe para a Intel, componentes a Dell, celulares da Motorola e videogames como o PlayStation 3, da Sony e o Wii, da Nintendo. Porém, a Sony já possui fábrica em Manaus, onde produz tv´s e jogos.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, a iniciativa da Foxconn retoma a instalação do polo de games no PIM que se une à Tec Toy, fabricante do videogame Master System, fincada desde 1988 em Manaus.
Em Manaus, a Foxconn produz máquinas fotográficas, sendo uma das maiores componentistas do mundo e está presente em 14 países com três fábricas no Brasil.
http://www.seplan.am.gov.br/arquivos/download/arqeditor/publicacoes/clipping/nacional/28102011/#_Toc307561459
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Átomo Comunicação cria para Tectoy
A Átomo Comunicação, agência de promoção dirigida por Odilon Machado, desenvolve novas embalagens para a Tectoy, a começar por um clássico que chega renovado ao mercado – o Master System Evolution. A versão repaginada do joystick é inspirada no personagem ícone do universo dos games da década de 90, o ligeiro porco espinho Sonic. A nova embalagem criada pela agência tem a proposta de traduzir ao público consumidor a dinâmica e modernidade que o novo produto oferece e traz estampadas as figuras dos heróis e vilões presentes nos jogos.
O novo Master System traz na memória 132 jogos de gêneros e estilos variados e que garantem diversão a toda a família. Há títulos de aventura, ação, esporte, corrida, RPG, raciocínio, puzzle, conhecimento e estratégia. Entre os clássicos estão Sonic the Hedgehog™, Altered Best™, Alex Kidd in Miracle World™, Golden Axe™, Shinobi™, entre outros. A Átomo Comunicação criou também todo material de ponto de venda para o relançamento do produto, que incluem cubo, papel forração, display e bandeirola.
Além do joystick, as embalagens dos DVDs da Tectoy também ganham nova roupagem. Através de uma pesquisa realizada junto ao público-alvo da marca, a Átomo Comunicação buscou elementos gráficos que sejam símbolo de modernidade e dos principais benefícios do produto, além de cores que saltem aos olhos dos consumidores no ponto de venda.
O novo Master System chega às lojas em setembro, com preço sugerido de R$199. O DVD, em nova embalagem, pode ser encontrado nos pontos de venda a partir de setembro.
Fonte: http://www.minasmarca.com/web/index.php/2011/10/atomo-comunicacao-cria-para-tectoy/
O novo Master System traz na memória 132 jogos de gêneros e estilos variados e que garantem diversão a toda a família. Há títulos de aventura, ação, esporte, corrida, RPG, raciocínio, puzzle, conhecimento e estratégia. Entre os clássicos estão Sonic the Hedgehog™, Altered Best™, Alex Kidd in Miracle World™, Golden Axe™, Shinobi™, entre outros. A Átomo Comunicação criou também todo material de ponto de venda para o relançamento do produto, que incluem cubo, papel forração, display e bandeirola.
Além do joystick, as embalagens dos DVDs da Tectoy também ganham nova roupagem. Através de uma pesquisa realizada junto ao público-alvo da marca, a Átomo Comunicação buscou elementos gráficos que sejam símbolo de modernidade e dos principais benefícios do produto, além de cores que saltem aos olhos dos consumidores no ponto de venda.
O novo Master System chega às lojas em setembro, com preço sugerido de R$199. O DVD, em nova embalagem, pode ser encontrado nos pontos de venda a partir de setembro.
Fonte: http://www.minasmarca.com/web/index.php/2011/10/atomo-comunicacao-cria-para-tectoy/
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Átomo Comunicação cria ação de co-branding para o Dia das Crianças - Tectoy e Di Gasp
A Átomo Comunicação, agência de promoção dirigida por Odilon Machado, cria ação de co-branding para o Dia das Crianças da rede de calçados Di Gaspi, que hoje conta com 40 lojas de calçados, confecções e acessórios. Em parceria com a empresa de eletrônicos Tectoy, a campanha tem como objetivo difundir a marca conhecida por sua qualidade em produtos para o universo infantil.
O concurso cultural é aberto ao público que, independente da compra, poderá se dirigir até uma das lojas participantes da rede e retirar o cupom para participar. Para concorrer, basta responder à pergunta “Por que o Dia das Crianças na Di Gaspi é muito mais divertido?”. Os autores das cinquenta melhores frases ganharão 1 vídeo game Master System Evolution, com 132 jogos na memória. Aquele que elaborar a melhor frase, dentre as 50, ganhará também 1 mini moto elétrica. Os nomes dos ganhadores serão divulgados no site da Di Gaspi www.digaspi.com.br. O prazo para as inscrições será de 05 a 16 de outubro de 2011.
E para animar ainda mais o mês das crianças, em algumas lojas da rede Di Gaspi, a ação conta com um espaço kids exclusivo Tectoy repleto de atividades. Promotoras vão animar as crianças com jogos e competições. O espaço terá display personalizado, TV e puffs. Na ocasião, as crianças poderão experimentar os produtos eletrônicos da marca. Haverá também, nas lojas Di Gaspi, a distribuição de brindes, como adesivos com os personagens dos games e Turminha da Tectoy, livreto desenhe e pinte, bexigas, entre outros.
Além do concurso, a campanha de Dia das Crianças da Di Gaspi será ainda composta por inserções na TV aberta, com filme criado pela Átomo e materiais de ponto de venda, com testeiras, cubos e placas de teto. “A Átomo valoriza a união das marcas da casa em uma ação. Essas parcerias otimizam resultados. Nesse caso de Di Gaspi e a Tectoy, atendidas pela agência, unimos duas marcas com o mesmo foco de público em um período propício para esse tipo de ação”, afirma Odilon Machado.
Sobre a Átomo Comunicação:
Fundada em Abril de 2002 por Odilon Machado, profissional de Marketing que dirigiu marcas como Itautec Philco, Malory e Moulinex, conta com equipe mista de ex-executivos de marketing e profissionais de agência. Atualmente com 39 colaboradores, suas áreas de Planejamento, Mídia, Criação, Operação e Logística trabalham juntas para refinar a estratégia de comunicação. Focada na necessidade do cliente a proposta busca sempre a disciplina de marketing certa para o projeto.
Fonte: http://www.comunicavale.com.br/2011/10/11/atomo-comunicacao-cria-acao-de-co-branding-para-o-dia-das-criancas/
O concurso cultural é aberto ao público que, independente da compra, poderá se dirigir até uma das lojas participantes da rede e retirar o cupom para participar. Para concorrer, basta responder à pergunta “Por que o Dia das Crianças na Di Gaspi é muito mais divertido?”. Os autores das cinquenta melhores frases ganharão 1 vídeo game Master System Evolution, com 132 jogos na memória. Aquele que elaborar a melhor frase, dentre as 50, ganhará também 1 mini moto elétrica. Os nomes dos ganhadores serão divulgados no site da Di Gaspi www.digaspi.com.br. O prazo para as inscrições será de 05 a 16 de outubro de 2011.
E para animar ainda mais o mês das crianças, em algumas lojas da rede Di Gaspi, a ação conta com um espaço kids exclusivo Tectoy repleto de atividades. Promotoras vão animar as crianças com jogos e competições. O espaço terá display personalizado, TV e puffs. Na ocasião, as crianças poderão experimentar os produtos eletrônicos da marca. Haverá também, nas lojas Di Gaspi, a distribuição de brindes, como adesivos com os personagens dos games e Turminha da Tectoy, livreto desenhe e pinte, bexigas, entre outros.
Além do concurso, a campanha de Dia das Crianças da Di Gaspi será ainda composta por inserções na TV aberta, com filme criado pela Átomo e materiais de ponto de venda, com testeiras, cubos e placas de teto. “A Átomo valoriza a união das marcas da casa em uma ação. Essas parcerias otimizam resultados. Nesse caso de Di Gaspi e a Tectoy, atendidas pela agência, unimos duas marcas com o mesmo foco de público em um período propício para esse tipo de ação”, afirma Odilon Machado.
Sobre a Átomo Comunicação:
Fundada em Abril de 2002 por Odilon Machado, profissional de Marketing que dirigiu marcas como Itautec Philco, Malory e Moulinex, conta com equipe mista de ex-executivos de marketing e profissionais de agência. Atualmente com 39 colaboradores, suas áreas de Planejamento, Mídia, Criação, Operação e Logística trabalham juntas para refinar a estratégia de comunicação. Focada na necessidade do cliente a proposta busca sempre a disciplina de marketing certa para o projeto.
Fonte: http://www.comunicavale.com.br/2011/10/11/atomo-comunicacao-cria-acao-de-co-branding-para-o-dia-das-criancas/
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Dia das Crianças e Natal
Dúvidas quanto ao grupamento,é só ligar na relação com investidores e falar com o Sr.Milton, a resposta dele é que a empresa não vai fazer grupamento, e quando eu questionei sobre a depreciação das ações na bolsa, o Sr.Milton disse que não esta preocupada com o valores atuais das ações, a preocupação da empresa é apresentar lucros e agregar valores reais a empresa, e isso será refletido nas ações automaticamente. Vamos aguardar se surge alguma novidade para após o dia das criança e o Natal, uma vez que são datas interessantes para a empresa. Abraços.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A Tectoy passa de fase
A fabricante de games e brinquedos de maior sucesso no Brasil nos anos 90 vive uma crise que já dura 16 anos. Para sair dela, está virando uma prestadora de serviços
Muito antes de os cabelos ficarem grisalhos, no início dos anos 80, Fernando Fischer gastava horas brincando nos consoles Mega Drive. Seu jogo preferido era Castle of Illusion, onde Mickey Mouse resgatava a namorada Minnie de um castelo assombrado. Era um dos poucos videogames disponíveis no Brasil, pioneirismo da Tectoy, empresa que fazia a alegria de crianças e adultos fascinados pelos eletrônicos. Quem nasceu até o começo da década de 80 também deve se lembrar do ursinho falante Teddy Bear e da pistola Zillion, imbatíveis nas prateleiras. Pois bem. Essa Tectoy não existe mais. Caiu com a decadência da parceira japonesa Sega, que lhe garantia a exclusividade na venda dos melhores videogames da época. Como resultado, viveu os últimos 16 anos em crise, alternando produtos como quem tenta passar de fase em um jogo. Foi aí que Fischer voltou à história. O ex-cliente é o atual presidente da companhia.
Sua missão é tirar a Tectoy de seguidos prejuízos anuais iniciados em 1995. A intenção, agora, é abrir as portas das fábricas às empresas estrangeiras, tornando-se fornecedora de máquinas, mão de obra e logística. Fischer diz que existem negociações adiantadas com americanos, japoneses e chineses. Pode ser uma boa saída para retomar os tempos de grandes contratos e lucros fartos.
Jogo duro
A primeira fase da Tectoy foi brilhante: ela vendeu 5 milhões de consoles do Master Systems e do Mega Drive e mais de 25 milhões de cartuchos, liderados pelo porco-espinho Sonic. Fora o Japão, não houve um mercado onde a parceira Sega tenha feito mais sucesso do que no Brasil. O jogo mudou de dificuldade para a Tectoy com o declínio da Sega. A desenvolvedora investiu em videogames que trocaram os cartuchos pelos CDs, mas estes nunca repetiram o sucesso dos antecessores. Os altos gastos no desenvolvimento e o baixo retorno obrigaram a japonesa a abandonar os consoles. Pior para a Tectoy.
Sem direção clara, a empresa passou os anos seguintes relançando produtos antigos na tentativa de reencontrar o sucesso (leia quadro). Lá fora, a briga entre Microsoft, Nintendo e Sony tomou as rédeas do mercado de games. A brasileira estava a anos-luz destes concorrentes. Em 2006, o endividamento correspondia a quase todo o seu patrimônio. Ou seja, a Tectoy estava prestes a falir. A primeira aposta de Fischer, pouco depois de assumir a presidência, foi apelar ao “DNA da empresa”: um novo videogame. Desenvolvido junto à Qualcomm, o Zeebo parecia o projeto perfeito para desafiar os índices galopantes de pirataria no Brasil – os jogos eram baixados por 3G. Doce ilusão. A pesada taxação de games e os altos custos no desenvolvimento tornaram o Zeebo caro demais e poderoso de menos para enfrentar o PlayStation 2, da Sony. O que deveria ser uma boia se tornou uma âncora – foram vendidos pouco mais de 30 mil consoles no Brasil, enquanto se esperava um número 20 vezes maior. Em vez da rentabilidade, o Zeebo aumentou a dívida. “Não fosse ele, a Tectoy já operaria no azul”, afirma Stefano Arnhold, presidente do conselho.
A empresa, então, deixou o projeto de lado, virou acionista minoritária na joint venture criada com a Qualcomm e tirou o Zeebo do seu dia a dia. Não eram os games, portanto, que garantiriam vida extra à Tectoy, mas a produção de DVDs, iniciada em 2003. Em cinco anos, o número de tocadores vendidos quadruplicou. Eles são, hoje, a principal fonte de receita da empresa. O restante vem, principalmente, dos consoles outrora campeões de vendas: com, no mínimo, 21 anos, os games respondem por um terço do faturamento da Tectoy. Enquanto alguns brasileiros se estapeiam para comprar iPads e iPhones, outros parecem blindados à rápida evolução da tecnologia: todo ano, ainda são vendidos quase 160 mil desses videogames por aqui. O Brasil é o único país que continua a produzir o Master System e o Mega Drive. Ainda assim, a Tectoy tem um balanço que cheira a naftalina.
É deste anacronismo que Fischer espera se livrar ao adotar a postura de porta de entrada para fabricantes estrangeiros de eletrônicos que queiram explorar o Brasil. “Fizemos uma sessão de terapia e vimos que tínhamos três coisas que caíam no mesmo cesto: manufatura de qualidade, habilidade excepcional com o varejo e áreas de pós-venda e call center”, diz. A estratégia é aproveitar o movimento de empresas estrangeiras que, para evitar a alta carga tributária, investem na fabricação nacional de eletroeletrônicos. Empresas que queiram produzir no Brasil sem investir em fábrica, estrutura logística ou telemarketing são o alvo da Tectoy. “Se o cliente quiser um dos serviços, tudo bem. Se quiser os três, tudo bem. É o nosso ‘kit McDonalds’.” Foi o caso da Humax, primeira parceria fechada no final de 2010. Pelo contrato de três anos, a Tectoy será um dos fornecedores de set-top boxes usados pelos clientes do serviço de TV por assinatura Sky. O centro da estratégia da Tectoy é sua fábrica em Manaus. Quanto maior a demanda da Sky, mais set-top boxes saem dali. Em um ano, a capacidade da fábrica foi quintuplicada e o número de funcionários mais que dobrou. Ainda assim, ela vem operando perto do limite e um novo contrato nos moldes deste exigiria uma segunda instalação.
Com a Humax, a empresa quebrou uma tradição financeira carregada desde sua fundação: como se especializou em vender brinquedos, os balanços da Tectoy sempre dependeram excessivamente do segundo semestre, com o Dia das Crianças e o Natal. Só nos primeiros seis meses de 2011, a Tectoy já faturou quase 80% da receita do ano passado inteiro. No novo balanço que Fischer espera apresentar em 2012, a prestação de serviços deverá ser a segunda fonte de receita. E, com o natural declínio da venda de DVDs, poderá se tornar o carro-chefe nos próximos anos. Parece um bom caminho para a Tectoy parar de perder dinheiro. Sob as rígidas regras da Comissão de Valores Mobiliários que regulam empresas de capital aberto, Fischer apenas meneia a cabeça quando questionado se, depois de 16 anos, a empresa voltará a dar lucro.
Ao tentar tirar seu visto para os Estados Unidos, o presidente encontrou uma atendente no consulado americano que lhe deu preferência quando viu a marca nos documentos. “Você trabalha na Tectoy?”, ela perguntou. Fischer torce apenas para que o prestígio da marca não se resuma a episódios como o do consulado – uma lembrança na cabeça de garotos e garotas agora crescidos.
Fonte:
Muito antes de os cabelos ficarem grisalhos, no início dos anos 80, Fernando Fischer gastava horas brincando nos consoles Mega Drive. Seu jogo preferido era Castle of Illusion, onde Mickey Mouse resgatava a namorada Minnie de um castelo assombrado. Era um dos poucos videogames disponíveis no Brasil, pioneirismo da Tectoy, empresa que fazia a alegria de crianças e adultos fascinados pelos eletrônicos. Quem nasceu até o começo da década de 80 também deve se lembrar do ursinho falante Teddy Bear e da pistola Zillion, imbatíveis nas prateleiras. Pois bem. Essa Tectoy não existe mais. Caiu com a decadência da parceira japonesa Sega, que lhe garantia a exclusividade na venda dos melhores videogames da época. Como resultado, viveu os últimos 16 anos em crise, alternando produtos como quem tenta passar de fase em um jogo. Foi aí que Fischer voltou à história. O ex-cliente é o atual presidente da companhia.
Sua missão é tirar a Tectoy de seguidos prejuízos anuais iniciados em 1995. A intenção, agora, é abrir as portas das fábricas às empresas estrangeiras, tornando-se fornecedora de máquinas, mão de obra e logística. Fischer diz que existem negociações adiantadas com americanos, japoneses e chineses. Pode ser uma boa saída para retomar os tempos de grandes contratos e lucros fartos.
Jogo duro
A primeira fase da Tectoy foi brilhante: ela vendeu 5 milhões de consoles do Master Systems e do Mega Drive e mais de 25 milhões de cartuchos, liderados pelo porco-espinho Sonic. Fora o Japão, não houve um mercado onde a parceira Sega tenha feito mais sucesso do que no Brasil. O jogo mudou de dificuldade para a Tectoy com o declínio da Sega. A desenvolvedora investiu em videogames que trocaram os cartuchos pelos CDs, mas estes nunca repetiram o sucesso dos antecessores. Os altos gastos no desenvolvimento e o baixo retorno obrigaram a japonesa a abandonar os consoles. Pior para a Tectoy.
Sem direção clara, a empresa passou os anos seguintes relançando produtos antigos na tentativa de reencontrar o sucesso (leia quadro). Lá fora, a briga entre Microsoft, Nintendo e Sony tomou as rédeas do mercado de games. A brasileira estava a anos-luz destes concorrentes. Em 2006, o endividamento correspondia a quase todo o seu patrimônio. Ou seja, a Tectoy estava prestes a falir. A primeira aposta de Fischer, pouco depois de assumir a presidência, foi apelar ao “DNA da empresa”: um novo videogame. Desenvolvido junto à Qualcomm, o Zeebo parecia o projeto perfeito para desafiar os índices galopantes de pirataria no Brasil – os jogos eram baixados por 3G. Doce ilusão. A pesada taxação de games e os altos custos no desenvolvimento tornaram o Zeebo caro demais e poderoso de menos para enfrentar o PlayStation 2, da Sony. O que deveria ser uma boia se tornou uma âncora – foram vendidos pouco mais de 30 mil consoles no Brasil, enquanto se esperava um número 20 vezes maior. Em vez da rentabilidade, o Zeebo aumentou a dívida. “Não fosse ele, a Tectoy já operaria no azul”, afirma Stefano Arnhold, presidente do conselho.
A empresa, então, deixou o projeto de lado, virou acionista minoritária na joint venture criada com a Qualcomm e tirou o Zeebo do seu dia a dia. Não eram os games, portanto, que garantiriam vida extra à Tectoy, mas a produção de DVDs, iniciada em 2003. Em cinco anos, o número de tocadores vendidos quadruplicou. Eles são, hoje, a principal fonte de receita da empresa. O restante vem, principalmente, dos consoles outrora campeões de vendas: com, no mínimo, 21 anos, os games respondem por um terço do faturamento da Tectoy. Enquanto alguns brasileiros se estapeiam para comprar iPads e iPhones, outros parecem blindados à rápida evolução da tecnologia: todo ano, ainda são vendidos quase 160 mil desses videogames por aqui. O Brasil é o único país que continua a produzir o Master System e o Mega Drive. Ainda assim, a Tectoy tem um balanço que cheira a naftalina.
É deste anacronismo que Fischer espera se livrar ao adotar a postura de porta de entrada para fabricantes estrangeiros de eletrônicos que queiram explorar o Brasil. “Fizemos uma sessão de terapia e vimos que tínhamos três coisas que caíam no mesmo cesto: manufatura de qualidade, habilidade excepcional com o varejo e áreas de pós-venda e call center”, diz. A estratégia é aproveitar o movimento de empresas estrangeiras que, para evitar a alta carga tributária, investem na fabricação nacional de eletroeletrônicos. Empresas que queiram produzir no Brasil sem investir em fábrica, estrutura logística ou telemarketing são o alvo da Tectoy. “Se o cliente quiser um dos serviços, tudo bem. Se quiser os três, tudo bem. É o nosso ‘kit McDonalds’.” Foi o caso da Humax, primeira parceria fechada no final de 2010. Pelo contrato de três anos, a Tectoy será um dos fornecedores de set-top boxes usados pelos clientes do serviço de TV por assinatura Sky. O centro da estratégia da Tectoy é sua fábrica em Manaus. Quanto maior a demanda da Sky, mais set-top boxes saem dali. Em um ano, a capacidade da fábrica foi quintuplicada e o número de funcionários mais que dobrou. Ainda assim, ela vem operando perto do limite e um novo contrato nos moldes deste exigiria uma segunda instalação.
Com a Humax, a empresa quebrou uma tradição financeira carregada desde sua fundação: como se especializou em vender brinquedos, os balanços da Tectoy sempre dependeram excessivamente do segundo semestre, com o Dia das Crianças e o Natal. Só nos primeiros seis meses de 2011, a Tectoy já faturou quase 80% da receita do ano passado inteiro. No novo balanço que Fischer espera apresentar em 2012, a prestação de serviços deverá ser a segunda fonte de receita. E, com o natural declínio da venda de DVDs, poderá se tornar o carro-chefe nos próximos anos. Parece um bom caminho para a Tectoy parar de perder dinheiro. Sob as rígidas regras da Comissão de Valores Mobiliários que regulam empresas de capital aberto, Fischer apenas meneia a cabeça quando questionado se, depois de 16 anos, a empresa voltará a dar lucro.
Ao tentar tirar seu visto para os Estados Unidos, o presidente encontrou uma atendente no consulado americano que lhe deu preferência quando viu a marca nos documentos. “Você trabalha na Tectoy?”, ela perguntou. Fischer torce apenas para que o prestígio da marca não se resuma a episódios como o do consulado – uma lembrança na cabeça de garotos e garotas agora crescidos.
Fonte:
sábado, 17 de setembro de 2011
Abinee que mais impostos para eletrônicos importados
Sugere a elevação das alíquotas do imposto de importação
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, defendeu hoje que o governo aumente os impostos dos eletrônicos importados, a exemplo do que acaba de fazer com os veículos importados e carros que não usarem pelo menos 65% de componentes nacionais. Segundo Barbato, o déficit do setor eletroeletrônico, que atingiu US$ 27 bilhões no ano passado, deverá ultrapassar US$ 33 bilhões este ano. Entre as reivindicações, a entidade quer elevação do imposto de importação dos similares importados.
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, elogiou a decisão do governo de elevar o IPI para veículos importados e, também, para montadoras instaladas no país que não atenderem à exigência de ter ao menos 65% de componentes nacionais e de fazer investimentos em inovação tecnológica, como forma de proteger a indústria automotiva brasileira. Segundo ele, medidas como esta deveriam ser estendidas a outros setores industriais que estão sofrendo com a exacerbada valorização do Real frente ao Dólar e com as importações de bens acabados, principalmente, vindas da China. “Este é o caso do nosso setor eletroeletrônico que vem há anos enfrentando um déficit em sua balança, que tem crescido em ritmo galopante, especialmente, nos últimos anos em função do desajuste cambial”, diz.
Sustentando esta afirmação, dados da Ainee apontam que, em 2010, o déficit do setor atingiu US$ 27 bilhões, e, neste ano, ultrapassará a casa dos US$ 33 bilhões. As distorções provocadas pelo câmbio, que afetam a competitividade no mercado interno e externo, podem ser constatadas, também, pelo desempenho das exportações e das importações do setor nos últimos dois anos. "Enquanto as exportações de 2010 permaneceram no mesmo patamar de 2009, as importações superaram em 40% as realizadas no ano anterior”, salienta Barbato.
Ele lembra que a entidade já apresentou ao governo propostas para compensar o impacto nocivo causado pelo real valorizado. Entre as reivindicações está a elevação temporária da alíquota do Imposto de Importação para produtos que tenham similar nacional de segmentos da indústria eletroeletrônica, utilizando os limites permitidos pela OMC. Outra proposta apresentada pela ABINEE trata da desoneração da contribuição patronal ao INSS da parcela exportada da produção dos bens do setor eletroeletrônico, nos moldes do setor de software. “O fato é que estamos num processo crescente de desindustrialização e precisamos urgentemente de ações que garantam a competitividade das nossas empresas, o desenvolvimento do país, e a manutenção dos empregos aqui no nosso território”, conclui Barbato. ( assessoria de imprensa)
Fonte: http://www.telesintese.com.br/index.php/indice-geral-plantao-em-destaque/78-plantao-em-destaque/18755-abinee-que-mais-impostos-para-eletronicos-importados
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, defendeu hoje que o governo aumente os impostos dos eletrônicos importados, a exemplo do que acaba de fazer com os veículos importados e carros que não usarem pelo menos 65% de componentes nacionais. Segundo Barbato, o déficit do setor eletroeletrônico, que atingiu US$ 27 bilhões no ano passado, deverá ultrapassar US$ 33 bilhões este ano. Entre as reivindicações, a entidade quer elevação do imposto de importação dos similares importados.
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, elogiou a decisão do governo de elevar o IPI para veículos importados e, também, para montadoras instaladas no país que não atenderem à exigência de ter ao menos 65% de componentes nacionais e de fazer investimentos em inovação tecnológica, como forma de proteger a indústria automotiva brasileira. Segundo ele, medidas como esta deveriam ser estendidas a outros setores industriais que estão sofrendo com a exacerbada valorização do Real frente ao Dólar e com as importações de bens acabados, principalmente, vindas da China. “Este é o caso do nosso setor eletroeletrônico que vem há anos enfrentando um déficit em sua balança, que tem crescido em ritmo galopante, especialmente, nos últimos anos em função do desajuste cambial”, diz.
Sustentando esta afirmação, dados da Ainee apontam que, em 2010, o déficit do setor atingiu US$ 27 bilhões, e, neste ano, ultrapassará a casa dos US$ 33 bilhões. As distorções provocadas pelo câmbio, que afetam a competitividade no mercado interno e externo, podem ser constatadas, também, pelo desempenho das exportações e das importações do setor nos últimos dois anos. "Enquanto as exportações de 2010 permaneceram no mesmo patamar de 2009, as importações superaram em 40% as realizadas no ano anterior”, salienta Barbato.
Ele lembra que a entidade já apresentou ao governo propostas para compensar o impacto nocivo causado pelo real valorizado. Entre as reivindicações está a elevação temporária da alíquota do Imposto de Importação para produtos que tenham similar nacional de segmentos da indústria eletroeletrônica, utilizando os limites permitidos pela OMC. Outra proposta apresentada pela ABINEE trata da desoneração da contribuição patronal ao INSS da parcela exportada da produção dos bens do setor eletroeletrônico, nos moldes do setor de software. “O fato é que estamos num processo crescente de desindustrialização e precisamos urgentemente de ações que garantam a competitividade das nossas empresas, o desenvolvimento do país, e a manutenção dos empregos aqui no nosso território”, conclui Barbato. ( assessoria de imprensa)
Fonte: http://www.telesintese.com.br/index.php/indice-geral-plantao-em-destaque/78-plantao-em-destaque/18755-abinee-que-mais-impostos-para-eletronicos-importados
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