Atualmente o rating do país em iuane é classificado em AA-
Pequim - A China enfrenta a possibilidade de um rebaixamento no seu rating (nota) de dívida em moeda local nos próximos dois anos em consequência do aumento das falências e da inflação alta que se seguiram à expansão do crédito nos últimos anos, afirmou a agência de classificação de risco Fitch. Atualmente o rating da China em moeda local é classificado em AA- pela Fitch.
A agência alertou que os formadores de política chineses enfrentarão um dilema sobre como responder a outra crise global, já que a alta dos preços e as dívidas impedirão um novo plano de estímulos como o lançado há três anos. Em abril, a Fitch rebaixou a perspectiva para o rating em moeda local da China de "estável" para "negativa" em razão de preocupações com o grande aumento da dívida potencialmente desestabilizadora desde o fim de 2008.
"A qualidade dos ativos bancários (...) vai se deteriorar significativamente no médio prazo", afirmou Andrew Colquhoun, diretor de ratings soberanos da região Ásia-Pacífico, durante um seminário. Colquhoun acredita que o governo central chinês terá de socorrer os bancos à medida que mais governos locais e empresas declararem moratória (default).
A China lançou no fim de 2008 um programa de estímulo de 4 trilhões de yuans (US$ 586 bilhões) para combater a crise global e ordenou os bancos a oferecer crédito para incentivar a economia e evitar uma recessão. Agora o país está implementando uma série de medidas para restringir os empréstimos e conter a inflação, que atingiu a máxima em três anos de 6,5% em julho.
No entanto, se as dificuldades econômicas nos EUA e na Europa provocarem outra recessão global e uma queda no comércio internacional, a China terá opções limitadas para minimizar o impacto desse cenário sobre o país, afirmou Colquhoun.
Charlene Chu, diretora de ratings de bancos chineses da Fitch, também levantou preocupações com os balanços financeiros já apertados dos bancos e com a exposição deles a governos locais endividados. Segundo o Escritório de Auditoria Nacional da China, a dívida das autoridades estava em 10,7 trilhões de yuans no fim de 2010, ou cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. As informações são da Dow Jones.
Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/fitch-alerta-que-pode-rebaixar-nota-da-china
terça-feira, 30 de agosto de 2011
7 previsões furadas sobre a bolsa Uma olhada sobre o que se previa para 2011 no final de 2010 mostra que mesmo os profissionais mais experientes do mercado financeiro estavam otimistas demais
São Paulo – O ano de 2011 pegou muitos analistas e profissionais do mercado financeiro experientes no contrapé. O que inicialmente era visto como um período de recuperação após um 2010 em que a bolsa brasileira ficou quase no zero a zero agora já caminha para ser algo frustrante mesmo para quem já não esperava muito. No final do ano passado, a corretora mais cética em relação ao desempenho do mercado acionário, a Fator, previa que o Ibovespa terminaria este ano em 75.000 pontos. Considerando o atual patamar de cerca de 55.000 pontos, o índice terá de registrar uma valorização de 36% até dezembro para que a previsão seja atingida.
O otimista pode estar pensando que muita água ainda vai rolar até o último dia do ano e que a bolsa pode recuperar a maior parte das perdas. É verdade. Mas o que dizer das estimativas mais empolgadas dos analistas? No final de 2010, em um exercício hipotético sobre até onde o Ibovespa poderia chegar, o banco JPMorgan divulgou uma previsão de que o índice atingiria os 122.000 pontos caso uma série de acontecimentos positivos se materializasse. Ainda que a instituição tenha feito a ressalva de que essa não era a hipótese mais provável e que em seu cenário conservador a bolsa alcançaria 84.500 pontos, passa pela cabeça a imagem de um chute mais próximo da bandeira do escanteio do que do gol.
Mas por que analistas que chegam a ganhar mais de 1 milhão de dólares em um ano positivo se equivocam dessa maneira? Por trás de qualquer estimativa tão furada está o que mercado costuma chamar de “cisne negro”. O termo, cunhado pelo ex-operador e professor Nassim Nicholas Taleb, costuma ser usado para lembrar que nenhum ser humano é capaz de prever o que nos espera no futuro – de mutações genéticas de cisnes a atentados terroristas ou quedas nas bolsas.
Outro economista renomado que já tentou explicar os erros dos analistas foi o ex-presidente do Banco Central e sócio da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco. No livro “Cartas a um Jovem Economista” (clique aqui e leia trechos), ele afirmou que tanto os economistas quanto os meteorologistas sofrem enorme pressão para prever o futuro – uma atividade sempre suscetível ao erro. Na conclusão, no entanto, Franco faz uma defesa da própria classe. “Na gestão de investimentos, sempre haverá profissionais que vão errar e que vão acertar as previsões. Mas quem faz o dever de casa e levanta mais informações que os outros terá uma taxa de acerto acima da média. Da mesma forma, o meteorologista que se graduou em física será melhor que o camarada que ficou na praia, não estudou nada, não passou no vestibular e joga búzios para saber se vai chover ou não.”
Leia abaixo e nas próximas páginas outras seis previsões furadas dos analistas para este ano:
1 – A economia americana vai se recuperar rapidamente - e isso vai ajudar a Bovespa
Essa parece ter sido a mãe de todos os erros nas previsões dos analistas. No final do ano passado, alguns dados divulgados sobre a economia americana sinalizavam que o pior da crise já havia ficado para trás e que as chances de um “double dip” (ou uma nova recessão) eram remotas. Ledo engano. Os números positivos da economia americana em 2010 parecem ter sido mais influenciados por estímulos econômicos artificiais (como a desvalorização do dólar e o aumento dos gastos públicos) do que propriamente pela elevação dos investimentos e contratações das empresas, pela retomada do mercado imobiliário ou pela reação do consumo.
Em entrevista a EXAME.com publicada há duas semanas, Bob Baur, economista-chefe da Principal Global Investors, um fundo de 270 bilhões de dólares, afirmou que, em 2010, pela primeira vez os EUA saíram de uma recessão por meio do aumento das exportações – e não com o aumento das vendas de casas e carros gerado a partir da queda dos juros (clique aqui e leia). É justamente por esse motivo que o mercado desconfia que uma recuperação firme ainda não esteja a caminho.
2 - As ações dos bancos estão baratas
As cotações dos quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco) estão cerca de 35% abaixo das máximas atingidas nos últimos 12 meses. No começo de 2011, quando as perdas era bem menores que as atuais, 11 em cada 10 analistas de mercado já recomendavam os papéis do setor como um dos investimentos mais atrativos no país. Os especialistas costumavam justificar a preferência com o fato de que esses bancos já haviam comprovado a capacidade de lucrar em qualquer cenário econômico e com a expectativa de que eles fossem menos prejudicados pela alta dos juros do que empresas de varejo ou incorporadoras.
O que parece ter passado despercebido por boa parte dos analistas é que o setor bancário mundial enfrenta problemas graves que tiveram um impacto negativo sobre o preço dos papéis ao redor do planeta. Sempre que um país tem dificuldade para pagar suas dívidas, os bancos são os principais prejudicados porque estão entre os maiores credores. Hoje a confiança nos bancos europeus é tão pequena que boa parte dos países da região proibiu que investidores fiquem “vendidos” em ações do setor financeiro (ou seja, que tentem lucrar com a baixa desses papéis).
Nos EUA, a confiança nos bancos também não é grande. Após rumores de que seria comprado pelo JPMorgan, o Bank of America, um dos maiores bancos do país, conseguiu fechar um acordo com o bilionário Warren Buffett para a injeção de 5 bilhões de dólares em capital. Outro sinal da desconfiança é que os títulos do Tesouro americano com vencimento em três meses pagam zero de retorno aos investidores. Por incrível que pareça, é isso mesmo: zero de retorno. Quem aplica nesses papéis não está atrás de rentabilidade - só não quer deixar o próprio dinheiro depositado em uma instituição financeira. Por mais que o sistema financeiro brasileiro passe por um momento completamente diferente, é difícil imaginar que as ações dos grandes bancos subam bem mais que o Ibovespa enquanto a confiança no sistema financeiro mundial não for retomada.
3 - A Petrobras vai subir após a capitalização
No último trimestre do ano passado, a Petrobras captou quase 120 bilhões de reais na maior oferta de ações da história. Os investidores que colocaram essa montanha de dinheiro na empresa obviamente não esperavam sair perdendo - mas foi exatamente isso que aconteceu. Após registrarem uma das maiores quedas do Ibovespa em 2010, os papéis acumulam uma desvalorização de 22% neste ano.
Em primeiro lugar, é importante explicar os motivos para o otimismo inicial. No final do ano passado, a Petrobras parecia ser a empresa com maior capacidade de ampliação de reservas do mundo devido às descobertas no pré-sal. O fato de a empresa estar capitalizada e com recursos para investir também pesava a favor. Com o início dos distúrbios na Líbia, as ações chegaram a ser cotadas bem acima do valor definido no aumento de capital.
Os problemas começaram logo a seguir. Os preços do petróleo subiram, mas a empresa nem sequer sinalizou a possibilidade de elevar os preços dos combustíveis internamente. Com a inflação acima da meta no Brasil, um reajuste ainda parece pouco provável no curto prazo. Além disso, a empresa corriqueiramente não cumpre as promessas feitas ao mercado. A produção de petróleo em julho foi a menor desde outubro. Os investimentos que estão sendo feitos só devem começar a elevar representativamente a produção a partir de 2013. Até lá, o dinheiro deve continuar saindo do caixa da Petrobras sem que a distribuição de dividendos aumente significativamente.
4 - A China vai manter os preços das commodities em alta
No médio prazo, não existe valorização do Ibovespa sem aumento dos preços das commodities. A Vale, a Petrobras, a OGX e as siderúrgicas são responsáveis por cerca da metade da oscilação do índice. Se as commodities não sobem, portanto, fica mais difícil para o investidor brasileiro ganhar dinheiro.
No final do ano passado, a maioria dos analistas enxergava uma tendência de alta para as commodities. O Federal Reserve mantinha uma política de injeção de liquidez no mercado que favorecia os preços. A China continuava a crescer a passos largos. Os Estados Unidos pareciam cada vez mais distantes da ameaça de recessão. Foi só recentemente que caiu que a ficha do mercado que alguns países da Europa são insolventes e precisarão reestruturar suas dívidas e que os EUA estão em uma situação bem menos confortável do que parecia.
É verdade que a queda das commodities nas últimas semanas foi bem menos intensa que a das bolsas. Se o Fed anunciar um novo programa de injeção de liquidez no mercado, os preços de metais e do petróleo devem tomar novo ímpeto. Mas não se engane: ninguém mais fala em um barril de petróleo a 200 dólares como em 2005, quando o analista Arjun Murti, do Goldman Sachs, virou celebridade ao divulgar essa profecia. Se você comprou as ações da Petrobras ou das siderúrgicas no começo de 2008, portanto, pode demorar em recuperar tudo o que já perdeu.
5 - A OGX é a grande promessa da bolsa
Em meados do ano passado, a OGX se tornou a principal queridinha dos analistas e investidores brasileiros. Pouco menos de dois anos após a estreia na bolsa, a empresa de petróleo do bilionário Eike Batista podia se gabar por porssuir a terceira ação mais negociada da Bovespa e oir valer mais que gigantes seculares e lucrativos como o Banco do Brasil.
Quando anunciou no final do ano passado que adiaria a venda de parte dos blocos da bacia de Campos, a OGX desagradou o mercado. A maioria dos analistas, entretanto, ainda recomendava a compra agressiva dos papéis. À época cotadas a cerca de 20 reais, as ações tinham um preço-justo avaliado em mais de 30 reais e ofereciam uma excelente oportunidade de compra, de acordo com diversas corretoras.
E qual é a cotação atual? Cerca de 11 reais. De lá para cá, a empresa divulgou um polêmico relatório em que a consultoria D&M deixou claro que a exploração de suas reservas demoraria mais do que boa parte do mercado gostaria. A OGX respondeu que tinha o maior índice de acerto em perfurações de poços de petróleo no mundo e que começaria em breve a produzir (clique aqui e leia). No mercado, entretanto, ficou a percepção de que investir em uma empresa de petróleo em um estágio pré-operacional era mais arriscado do que parecia – ainda mais em tempos de turbulência mundial.
6 - A Hypermarcas é uma infalível máquina de aquisições
Os ventos pareciam soprar a favor da Hypermarcas até o final do ano passado. A empresa atuava como uma máquina de aquisições que prometia se transformar em breve em uma espécie de “Unilever brasileira”. Com o caixa levantado com ofertas de ações, a companhia estava bem-posicionada para ganhar cada vez mais escala e engolir rivais da área de bens de consumo e medicamentos.
O sinal amarelo acendeu no mercado em dezembro, quando a Hypermarcas comprou a Mantecorp por 2,5 bilhões de reais. Alguns analistas até consideraram o valor alto demais, mas a maioria continuou a recomendar a compra das ações da empresa. Muitas corretoras mantinham preços-alvo para as ações acima de 30 reais. Hoje os papéis valem cerca de 12,50 reais, e o preço-justo médio atribuído pelos analistas alcança apenas 17,50 reais.
Mas o que fez com que os analistas mudassem de opinião desse jeito? O balanço do primeiro semestre, que levou a uma queda dos papéis de 30% apenas em maio. O documento mostrou que a digestão de muitas aquisições levou a um aumento maior que o esperado nos custos operacionais e nos estoques da companhia, o que teve um efeito negativo sobre as margens. A Hypermarcas reagiu, anunciou a divisão da empresa em duas unidades, melhorou a comunicação com analistas e fez um esforço para divulgar melhor seu potencial. Até agora, o resultado não apareceu no mercado.
É lógico que as mesmas corretoras que erraram em todas as previsões acima também acertaram em outras ocasiões. Afinal, nenhum profissional ganha mais de 1 milhão de dólares por ano só chutando bolas para fora. Mas um relatório publicado pelo banco de investimentos Merrill Lynch em 2008 parece ser bastante esclarecedor sobre a forma correta de ler os relatórios dos analistas. Nele, o estrategista-chefe de investimentos, Richard Bernstein, afirma que quando os analistas estão mais pessimistas, há grandes oportunidades na bolsa, e vice-versa (clique aqui e veja). Seria difícil imaginar um mea-culpa mais explícito.
Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/7-previsoes-furadas-sobre-a-bolsa?page=1&slug_name=7-previsoes-furadas-sobre-a-bolsa
O otimista pode estar pensando que muita água ainda vai rolar até o último dia do ano e que a bolsa pode recuperar a maior parte das perdas. É verdade. Mas o que dizer das estimativas mais empolgadas dos analistas? No final de 2010, em um exercício hipotético sobre até onde o Ibovespa poderia chegar, o banco JPMorgan divulgou uma previsão de que o índice atingiria os 122.000 pontos caso uma série de acontecimentos positivos se materializasse. Ainda que a instituição tenha feito a ressalva de que essa não era a hipótese mais provável e que em seu cenário conservador a bolsa alcançaria 84.500 pontos, passa pela cabeça a imagem de um chute mais próximo da bandeira do escanteio do que do gol.
Mas por que analistas que chegam a ganhar mais de 1 milhão de dólares em um ano positivo se equivocam dessa maneira? Por trás de qualquer estimativa tão furada está o que mercado costuma chamar de “cisne negro”. O termo, cunhado pelo ex-operador e professor Nassim Nicholas Taleb, costuma ser usado para lembrar que nenhum ser humano é capaz de prever o que nos espera no futuro – de mutações genéticas de cisnes a atentados terroristas ou quedas nas bolsas.
Outro economista renomado que já tentou explicar os erros dos analistas foi o ex-presidente do Banco Central e sócio da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco. No livro “Cartas a um Jovem Economista” (clique aqui e leia trechos), ele afirmou que tanto os economistas quanto os meteorologistas sofrem enorme pressão para prever o futuro – uma atividade sempre suscetível ao erro. Na conclusão, no entanto, Franco faz uma defesa da própria classe. “Na gestão de investimentos, sempre haverá profissionais que vão errar e que vão acertar as previsões. Mas quem faz o dever de casa e levanta mais informações que os outros terá uma taxa de acerto acima da média. Da mesma forma, o meteorologista que se graduou em física será melhor que o camarada que ficou na praia, não estudou nada, não passou no vestibular e joga búzios para saber se vai chover ou não.”
Leia abaixo e nas próximas páginas outras seis previsões furadas dos analistas para este ano:
1 – A economia americana vai se recuperar rapidamente - e isso vai ajudar a Bovespa
Essa parece ter sido a mãe de todos os erros nas previsões dos analistas. No final do ano passado, alguns dados divulgados sobre a economia americana sinalizavam que o pior da crise já havia ficado para trás e que as chances de um “double dip” (ou uma nova recessão) eram remotas. Ledo engano. Os números positivos da economia americana em 2010 parecem ter sido mais influenciados por estímulos econômicos artificiais (como a desvalorização do dólar e o aumento dos gastos públicos) do que propriamente pela elevação dos investimentos e contratações das empresas, pela retomada do mercado imobiliário ou pela reação do consumo.
Em entrevista a EXAME.com publicada há duas semanas, Bob Baur, economista-chefe da Principal Global Investors, um fundo de 270 bilhões de dólares, afirmou que, em 2010, pela primeira vez os EUA saíram de uma recessão por meio do aumento das exportações – e não com o aumento das vendas de casas e carros gerado a partir da queda dos juros (clique aqui e leia). É justamente por esse motivo que o mercado desconfia que uma recuperação firme ainda não esteja a caminho.
2 - As ações dos bancos estão baratas
As cotações dos quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco) estão cerca de 35% abaixo das máximas atingidas nos últimos 12 meses. No começo de 2011, quando as perdas era bem menores que as atuais, 11 em cada 10 analistas de mercado já recomendavam os papéis do setor como um dos investimentos mais atrativos no país. Os especialistas costumavam justificar a preferência com o fato de que esses bancos já haviam comprovado a capacidade de lucrar em qualquer cenário econômico e com a expectativa de que eles fossem menos prejudicados pela alta dos juros do que empresas de varejo ou incorporadoras.
O que parece ter passado despercebido por boa parte dos analistas é que o setor bancário mundial enfrenta problemas graves que tiveram um impacto negativo sobre o preço dos papéis ao redor do planeta. Sempre que um país tem dificuldade para pagar suas dívidas, os bancos são os principais prejudicados porque estão entre os maiores credores. Hoje a confiança nos bancos europeus é tão pequena que boa parte dos países da região proibiu que investidores fiquem “vendidos” em ações do setor financeiro (ou seja, que tentem lucrar com a baixa desses papéis).
Nos EUA, a confiança nos bancos também não é grande. Após rumores de que seria comprado pelo JPMorgan, o Bank of America, um dos maiores bancos do país, conseguiu fechar um acordo com o bilionário Warren Buffett para a injeção de 5 bilhões de dólares em capital. Outro sinal da desconfiança é que os títulos do Tesouro americano com vencimento em três meses pagam zero de retorno aos investidores. Por incrível que pareça, é isso mesmo: zero de retorno. Quem aplica nesses papéis não está atrás de rentabilidade - só não quer deixar o próprio dinheiro depositado em uma instituição financeira. Por mais que o sistema financeiro brasileiro passe por um momento completamente diferente, é difícil imaginar que as ações dos grandes bancos subam bem mais que o Ibovespa enquanto a confiança no sistema financeiro mundial não for retomada.
3 - A Petrobras vai subir após a capitalização
No último trimestre do ano passado, a Petrobras captou quase 120 bilhões de reais na maior oferta de ações da história. Os investidores que colocaram essa montanha de dinheiro na empresa obviamente não esperavam sair perdendo - mas foi exatamente isso que aconteceu. Após registrarem uma das maiores quedas do Ibovespa em 2010, os papéis acumulam uma desvalorização de 22% neste ano.
Em primeiro lugar, é importante explicar os motivos para o otimismo inicial. No final do ano passado, a Petrobras parecia ser a empresa com maior capacidade de ampliação de reservas do mundo devido às descobertas no pré-sal. O fato de a empresa estar capitalizada e com recursos para investir também pesava a favor. Com o início dos distúrbios na Líbia, as ações chegaram a ser cotadas bem acima do valor definido no aumento de capital.
Os problemas começaram logo a seguir. Os preços do petróleo subiram, mas a empresa nem sequer sinalizou a possibilidade de elevar os preços dos combustíveis internamente. Com a inflação acima da meta no Brasil, um reajuste ainda parece pouco provável no curto prazo. Além disso, a empresa corriqueiramente não cumpre as promessas feitas ao mercado. A produção de petróleo em julho foi a menor desde outubro. Os investimentos que estão sendo feitos só devem começar a elevar representativamente a produção a partir de 2013. Até lá, o dinheiro deve continuar saindo do caixa da Petrobras sem que a distribuição de dividendos aumente significativamente.
4 - A China vai manter os preços das commodities em alta
No médio prazo, não existe valorização do Ibovespa sem aumento dos preços das commodities. A Vale, a Petrobras, a OGX e as siderúrgicas são responsáveis por cerca da metade da oscilação do índice. Se as commodities não sobem, portanto, fica mais difícil para o investidor brasileiro ganhar dinheiro.
No final do ano passado, a maioria dos analistas enxergava uma tendência de alta para as commodities. O Federal Reserve mantinha uma política de injeção de liquidez no mercado que favorecia os preços. A China continuava a crescer a passos largos. Os Estados Unidos pareciam cada vez mais distantes da ameaça de recessão. Foi só recentemente que caiu que a ficha do mercado que alguns países da Europa são insolventes e precisarão reestruturar suas dívidas e que os EUA estão em uma situação bem menos confortável do que parecia.
É verdade que a queda das commodities nas últimas semanas foi bem menos intensa que a das bolsas. Se o Fed anunciar um novo programa de injeção de liquidez no mercado, os preços de metais e do petróleo devem tomar novo ímpeto. Mas não se engane: ninguém mais fala em um barril de petróleo a 200 dólares como em 2005, quando o analista Arjun Murti, do Goldman Sachs, virou celebridade ao divulgar essa profecia. Se você comprou as ações da Petrobras ou das siderúrgicas no começo de 2008, portanto, pode demorar em recuperar tudo o que já perdeu.
5 - A OGX é a grande promessa da bolsa
Em meados do ano passado, a OGX se tornou a principal queridinha dos analistas e investidores brasileiros. Pouco menos de dois anos após a estreia na bolsa, a empresa de petróleo do bilionário Eike Batista podia se gabar por porssuir a terceira ação mais negociada da Bovespa e oir valer mais que gigantes seculares e lucrativos como o Banco do Brasil.
Quando anunciou no final do ano passado que adiaria a venda de parte dos blocos da bacia de Campos, a OGX desagradou o mercado. A maioria dos analistas, entretanto, ainda recomendava a compra agressiva dos papéis. À época cotadas a cerca de 20 reais, as ações tinham um preço-justo avaliado em mais de 30 reais e ofereciam uma excelente oportunidade de compra, de acordo com diversas corretoras.
E qual é a cotação atual? Cerca de 11 reais. De lá para cá, a empresa divulgou um polêmico relatório em que a consultoria D&M deixou claro que a exploração de suas reservas demoraria mais do que boa parte do mercado gostaria. A OGX respondeu que tinha o maior índice de acerto em perfurações de poços de petróleo no mundo e que começaria em breve a produzir (clique aqui e leia). No mercado, entretanto, ficou a percepção de que investir em uma empresa de petróleo em um estágio pré-operacional era mais arriscado do que parecia – ainda mais em tempos de turbulência mundial.
6 - A Hypermarcas é uma infalível máquina de aquisições
Os ventos pareciam soprar a favor da Hypermarcas até o final do ano passado. A empresa atuava como uma máquina de aquisições que prometia se transformar em breve em uma espécie de “Unilever brasileira”. Com o caixa levantado com ofertas de ações, a companhia estava bem-posicionada para ganhar cada vez mais escala e engolir rivais da área de bens de consumo e medicamentos.
O sinal amarelo acendeu no mercado em dezembro, quando a Hypermarcas comprou a Mantecorp por 2,5 bilhões de reais. Alguns analistas até consideraram o valor alto demais, mas a maioria continuou a recomendar a compra das ações da empresa. Muitas corretoras mantinham preços-alvo para as ações acima de 30 reais. Hoje os papéis valem cerca de 12,50 reais, e o preço-justo médio atribuído pelos analistas alcança apenas 17,50 reais.
Mas o que fez com que os analistas mudassem de opinião desse jeito? O balanço do primeiro semestre, que levou a uma queda dos papéis de 30% apenas em maio. O documento mostrou que a digestão de muitas aquisições levou a um aumento maior que o esperado nos custos operacionais e nos estoques da companhia, o que teve um efeito negativo sobre as margens. A Hypermarcas reagiu, anunciou a divisão da empresa em duas unidades, melhorou a comunicação com analistas e fez um esforço para divulgar melhor seu potencial. Até agora, o resultado não apareceu no mercado.
É lógico que as mesmas corretoras que erraram em todas as previsões acima também acertaram em outras ocasiões. Afinal, nenhum profissional ganha mais de 1 milhão de dólares por ano só chutando bolas para fora. Mas um relatório publicado pelo banco de investimentos Merrill Lynch em 2008 parece ser bastante esclarecedor sobre a forma correta de ler os relatórios dos analistas. Nele, o estrategista-chefe de investimentos, Richard Bernstein, afirma que quando os analistas estão mais pessimistas, há grandes oportunidades na bolsa, e vice-versa (clique aqui e veja). Seria difícil imaginar um mea-culpa mais explícito.
Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/acoes/noticias/7-previsoes-furadas-sobre-a-bolsa?page=1&slug_name=7-previsoes-furadas-sobre-a-bolsa
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Conheça 10 grandes mitos sobre o investimento em ações
O investimento em ações sempre foi cercado por uma série de mitos que podem causar impressões negativas naqueles que se interessam por este tipo de aplicação e afastá-los do mercado de renda variável.
Quantos investidores já não se perguntaram se é preciso ter muito dinheiro para comprar ações? Quantos não se desesperaram com perdas e acabaram comparando a bolsa de valores a um cassino? E aqueles que acreditam que só é possível ganhar com a valorização das ações?
Se você já fez alguns destes ou outros questionamentos, confira a opinião de especialistas sobre alguns dos grandes mitos do mercado acionário.
1 - Investir na bolsa custa caro
O especialista da MoneyFit, André Massaro, lembra que, com a popularização da internet e do homebroker, investir na bolsa ficou muito barato. “ O custo de uma transação de compra ou venda de ações caiu de forma brutal nos últimos anos”, diz.
O diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sergio Quintella, aponta que o importante é levar em consideração o custo-benefício que cada instituição pode trazer ao investidor. “No mercado existem as chamadas discount brokers, que oferecem atendimento via homebroker e algumas corretoras que, além do homebroker, oferecem atendimento especializado via mesa, independente do montante investido”, diz Quintella.
Segundo Massaro, também é importante lembrar que existem vantagens fiscais. “A alíquota de imposto de renda sobre transações com ações é baixa, comparada a outros investimentos, e em determinadas circunstâncias pode haver inclusive isenção de imposto”, conclui.
2 – A bolsa pode ser comparada a um cassino
“Nada mais longe da verdade”, afirma André Massaro. Ele lembra que o que se negocia na bolsa são partes sociais de empresas, ou seja, ativos reais e com valor. “Obviamente muitas pessoas estão na bolsa para especular com a variação de preços, mas achar que a bolsa é só isso é um equívoco”, diz.
Além disso, Massaro aponta que mesmo os especuladores (que, segundo ele, têm um papel importantíssimo no mercado financeiro) não são jogadores. “Jogadores contam com a sorte, enquanto especuladores profissionais são pessoas que fazem análises aprofundadas e procuram basear suas decisões em fatos e informações confiáveis. Especuladores que contam com a “sorte” costumam ter vida curta no mercado financeiro”, diz o especialista.
O diretor da Valore ressalta que, independentemente do papel de cada investidor e sua característica, todos são muito importantes para o mercado. “A figura do especulador inclusive garante liquidez aos mercados”, diz.
Segundo ele, o principal é que o investir que está ingressando tenha em mente que, no longo prazo, a bolsa tende a ser um investimento bastante rentável, com a participação de empresas sérias que devem seguir normas sérias da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Bovespa.
Além disso, ele aponta que empresas que estão negociadas a preços relativamente baratos tendem a se valorizar. “Neste cenário, o investidor que pensa no longo prazo pode ter a segurança de que, se a economia, o setor ao qual a empresa está inserido e a empresa estão bons, existem grandes chances da ação se valorizar, mesmo com pressões a curto prazo”, diz.
3 – É preciso ter muito dinheiro para investir
Muitas pessoas imaginam que, para investir em ações, é preciso ter uma grande quantia de dinheiro disponível. Entretanto, os especialistas ressaltam que isto não é totalmente verdade.
Segundo Quintella, não existe um valor mínimo para investimento em ações (o mínimo é o preço de uma ação), mas é importante ter um montante acumulado, para que as taxas sejam diluídas e representem um percentual menor do investimento. “Acredito que, a partir de R$ 5 mil comece a valer a pena, devido às despesas fixas que o investidor tem, como a taxa de custódia e a corretagem, que muitas vezes beneficia operações com maior volume”, afirma.
O especialista da MoneyFit, André Massaro, concorda que quem opta por comprar ações diretamente, montando uma carteira “personalizada”, precisa ter certo volume de dinheiro para comprar vários lotes de ações de empresas diferentes. “Isso pode significar algo na casa de dezenas de milhares de reais e pode não ser viável para a maioria dos pequenos investidores”, diz.
Entretanto, os dois ressaltam que existe a opção de investir por meio de fundos e clubes de investimento que são, grosso modo, um “veículo coletivo de investimentos”. “Alguns fundos de investimento exigem aplicações iniciais que beiram o irrisório e são acessíveis à maioria das pessoas”, diz Massaro.
4 – Só é possível ganhar com a bolsa em alta
Se você pensa que só é possível ganhar no mercado acionário quando as ações se valorizam, está enganado. O diretor da Valore lembra que existem operações no mercado financeiro em que o investidor pode operar vendido, realizar travas de baixa (com opções) ou até vender mini-índice Bovespa no mercado de BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).
“Neste tipo de operação, quanto mais o mercado cai, mais ganha-se em rentabilidade”, afirma Quintella. Entretanto, ele lembra que, assim como para ganhar no mercado em alta, para ganhar no mercado em baixa é necessário acertar a tendência.
5 - Caso a bolsa caia, meus investimentos não terão nenhum tipo de proteção
O diretor da Valores aponta que os investimentos em ações apresentam riscos para o investidor, já que são investimentos de renda variável. “Inclusive o investidor deve conhecer seu perfil para saber quanto dos seus investimentos ele deseja colocar em ações”, aponta. Entretanto, ele ressalta que existem mecanismos seguros para proteção, que tornam o investidor mais conservador mesmo em um mercado de renda variável.
“Primeiramente o investidor pode recorrer ao mercado de opções”, diz Quintella. O profissional explica que, para se proteger, o investidor pode comprar uma opção de venda, o que garantiria um preço de venda caso a ação que ele possui caia. “Popularmente conhecido como seguro, nessa modalidade o investidor garante um preço de venda, não importando o quanto o papel tenha caído”, diz.
Ainda com opções, ele lembra que também é possível vender uma opção de compra. “Neste caso, o investidor consegue um grau de proteção e uma taxa máxima. Se o grau de proteção for de 4%, por exemplo, e a taxa máxima for de 4%, ao se fazer essa operação, a ação que o investidor possui pode cair até 4% que ele estará protegido”, diz Quintella.
No entanto, ele aponta que até o vencimento da opção (que ocorre toda terceira segunda-feira de cada mês), o investidor terá um lucro máximo, caso o papel suba, de 4%. “Fazer esse tipo de operação constantemente é bastante interessante”, diz Quintella.
Segundo o diretor da Valore, outra opção de proteção é a venda de índice ou mini-índice futuro no mesmo valor da carteira do investidor. “Pode-se fazer um hedge (proteção) interessante, principalmente se a carteira for bem diversificada”, diz.
Por fim, ele aponta que, em um mercado volátil, procurar por papéis de empresas que pagam bons dividendos e fazer operações long & short também podem ser opções interessantes para evitar grandes perdas.
6 – Investir na bolsa é muito complicado, não é para qualquer um
O especialista da MoneyFit afirma que a bolsa não é um ambiente de investimento complicado e é muito parecido com qualquer outro mercado onde se compra e venda algo. “A bolsa é um mercado com outro qualquer, onde se compram e vendem ações de empresas e outros ativos financeiros”, diz Massaro.
Para mostrar que não é tão difícil, ele cita um exemplo. “Imagine uma loja de carros usados. A loja compra carros usados por “X” e espera vendê-los, em algum momento no futuro, por “X + Y”, sendo esse “Y” o lucro da transação”, diz. “Em princípio, qualquer pessoa que entenda essa transação também é capaz de entender a bolsa de valores. Pessoas compram ações e ativos financeiros na expectativa de vendê-los mais caros no futuro, obtendo lucro, ou então compram esses mesmos ativos para mantê-los e receber os rendimentos que eles proporcionam”, explica.
Ele lembra que existem jargões e algumas particularidades, que obrigam o iniciante a fazer uma “lição de casa” antes de começar a investir. “Mas é importante ter em mente que a bolsa não passa, em sua essência, de um mercado como qualquer outro”, conclui.
O diretor da Valore aponta que todos os investidores podem se dar bem na bolsa de valores. “Para quebrar esse mito, o investidor pode realizar cursos e verá que investir em ações não é tão complicado assim”, diz.
De acordo com ele, o primeiro ponto é o investidor entender que vai se tornar um sócio da empresa. “Muitas pessoas admiram grandes empresários, cujas companhias possuem bons faturamentos e boa participação no mercado. Então porque não sermos donos delas também?”, questiona.
Para isso, ele recomenda que o investidor busque informações em sites confiáveis mas que também conte com o auxilio profissional de um assessor de investimento para saber quais são as ações e oportunidades recomendadas. “A ideia central é essa: com poucos recursos, podemos ser sócios de empresas de grande porte e extremamente competitivas”, diz.
7 - Com a bolsa em baixa, não é momento de entrar
Se você acha que, quando a bolsa está caindo, o melhor é ficar bem longe dela, pode estar muito enganado. De acordo com Quintella, quando a bolsa apresenta grandes baixas, como as que têm acontecido ultimamente, pode ser uma boa hora para entrar no mercado. "Na verdade, se fecharmos os olhos, poderemos praticamente verificar uma placa escrito "promoção" em diversos papéis negociados na Bovespa”, ressalta.
Segundo ele, é muito mais interessante comprar ações em períodos de queda do que quando a bolsa apresenta recordes de valorização. "Claro que não há a necessidade de euforia, pois o cenário de recuperação tende a ser demorado. Mas é bastante saudável para qualquer carteira de investimentos estar posicionado em ações e sempre que o cenário econômico se deteriorar fazer uso de derivativos para proteção”, aponta.
8 – As bolsa têm desempenho parecido com a economia real do País
Este é um mito que pode ser derrubado apenas olhando para o cenário atual. Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrenta um ano de queda, com forte volatilidade e grandes incertezas, a economia do País atravessa um momento estável, com bons fundamentos.
“Estas duas coisas nem sempre andam em sintonia”, afirma Quintella. “Com um mercado financeiro globalizado e composto de capitais provenientes de diversas nações, o noticiário global pode fazer com que as ações de empresas brasileiras caiam, apesar da economia real apresentar dados interessantes e sólidos”, completa.
9 – Para investir em ações, é preciso acompanhar diariamente o mercado
Muitas pessoas pensam que, para investir no mercado acionário, é preciso ficar atento diariamente aos gráficos, às notícias e cotações do mercado. Entretanto, este não é o comportamento necessário para todos os investidores.
“Há muitos investidores que compram ações e deixam em sua carteira por anos. O que vale a pena é ter ações de primeira linha e entender o momento de trocar as ações compradas por outras de maior potencial”, afirma Quintella.
10 – Os operadores da bolsa trabalham gritando e gesticulando o dia todo
O especialista da MoneyFit aponta que os gritos e gestos dos operadores de mercado são coisas do passado. “Hoje as bolsas brasileiras (e a grande maioria das bolsas estrangeiras) são 100% eletrônicas. Não existe mais aquele local onde as pessoas ficavam negociando umas com as outras como se fosse uma feira livre”, afirma.
O perfil do profissional da bolsa de valores também está mudando muito. “Aquele sujeito cheio de “adrenalina” que fica excitado com a variação dos preços está cada vez mais cedendo espaço para aquele que domina linguagens de programação como “C” e “Matlab” e que consegue desenvolver algoritmos de execução de ordens (os famosos “robôs”) e estratégias sistêmicas baseadas em dados estatísticos e probabilísticos”, conclui Massaro.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/investimentos-em-acoes/noticia/2194663-conheca+grandes+mitos+sobre+investimento+acoes
Quantos investidores já não se perguntaram se é preciso ter muito dinheiro para comprar ações? Quantos não se desesperaram com perdas e acabaram comparando a bolsa de valores a um cassino? E aqueles que acreditam que só é possível ganhar com a valorização das ações?
Se você já fez alguns destes ou outros questionamentos, confira a opinião de especialistas sobre alguns dos grandes mitos do mercado acionário.
1 - Investir na bolsa custa caro
O especialista da MoneyFit, André Massaro, lembra que, com a popularização da internet e do homebroker, investir na bolsa ficou muito barato. “ O custo de uma transação de compra ou venda de ações caiu de forma brutal nos últimos anos”, diz.
O diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sergio Quintella, aponta que o importante é levar em consideração o custo-benefício que cada instituição pode trazer ao investidor. “No mercado existem as chamadas discount brokers, que oferecem atendimento via homebroker e algumas corretoras que, além do homebroker, oferecem atendimento especializado via mesa, independente do montante investido”, diz Quintella.
Segundo Massaro, também é importante lembrar que existem vantagens fiscais. “A alíquota de imposto de renda sobre transações com ações é baixa, comparada a outros investimentos, e em determinadas circunstâncias pode haver inclusive isenção de imposto”, conclui.
2 – A bolsa pode ser comparada a um cassino
“Nada mais longe da verdade”, afirma André Massaro. Ele lembra que o que se negocia na bolsa são partes sociais de empresas, ou seja, ativos reais e com valor. “Obviamente muitas pessoas estão na bolsa para especular com a variação de preços, mas achar que a bolsa é só isso é um equívoco”, diz.
Além disso, Massaro aponta que mesmo os especuladores (que, segundo ele, têm um papel importantíssimo no mercado financeiro) não são jogadores. “Jogadores contam com a sorte, enquanto especuladores profissionais são pessoas que fazem análises aprofundadas e procuram basear suas decisões em fatos e informações confiáveis. Especuladores que contam com a “sorte” costumam ter vida curta no mercado financeiro”, diz o especialista.
O diretor da Valore ressalta que, independentemente do papel de cada investidor e sua característica, todos são muito importantes para o mercado. “A figura do especulador inclusive garante liquidez aos mercados”, diz.
Segundo ele, o principal é que o investir que está ingressando tenha em mente que, no longo prazo, a bolsa tende a ser um investimento bastante rentável, com a participação de empresas sérias que devem seguir normas sérias da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Bovespa.
Além disso, ele aponta que empresas que estão negociadas a preços relativamente baratos tendem a se valorizar. “Neste cenário, o investidor que pensa no longo prazo pode ter a segurança de que, se a economia, o setor ao qual a empresa está inserido e a empresa estão bons, existem grandes chances da ação se valorizar, mesmo com pressões a curto prazo”, diz.
3 – É preciso ter muito dinheiro para investir
Muitas pessoas imaginam que, para investir em ações, é preciso ter uma grande quantia de dinheiro disponível. Entretanto, os especialistas ressaltam que isto não é totalmente verdade.
Segundo Quintella, não existe um valor mínimo para investimento em ações (o mínimo é o preço de uma ação), mas é importante ter um montante acumulado, para que as taxas sejam diluídas e representem um percentual menor do investimento. “Acredito que, a partir de R$ 5 mil comece a valer a pena, devido às despesas fixas que o investidor tem, como a taxa de custódia e a corretagem, que muitas vezes beneficia operações com maior volume”, afirma.
O especialista da MoneyFit, André Massaro, concorda que quem opta por comprar ações diretamente, montando uma carteira “personalizada”, precisa ter certo volume de dinheiro para comprar vários lotes de ações de empresas diferentes. “Isso pode significar algo na casa de dezenas de milhares de reais e pode não ser viável para a maioria dos pequenos investidores”, diz.
Entretanto, os dois ressaltam que existe a opção de investir por meio de fundos e clubes de investimento que são, grosso modo, um “veículo coletivo de investimentos”. “Alguns fundos de investimento exigem aplicações iniciais que beiram o irrisório e são acessíveis à maioria das pessoas”, diz Massaro.
4 – Só é possível ganhar com a bolsa em alta
Se você pensa que só é possível ganhar no mercado acionário quando as ações se valorizam, está enganado. O diretor da Valore lembra que existem operações no mercado financeiro em que o investidor pode operar vendido, realizar travas de baixa (com opções) ou até vender mini-índice Bovespa no mercado de BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).
“Neste tipo de operação, quanto mais o mercado cai, mais ganha-se em rentabilidade”, afirma Quintella. Entretanto, ele lembra que, assim como para ganhar no mercado em alta, para ganhar no mercado em baixa é necessário acertar a tendência.
5 - Caso a bolsa caia, meus investimentos não terão nenhum tipo de proteção
O diretor da Valores aponta que os investimentos em ações apresentam riscos para o investidor, já que são investimentos de renda variável. “Inclusive o investidor deve conhecer seu perfil para saber quanto dos seus investimentos ele deseja colocar em ações”, aponta. Entretanto, ele ressalta que existem mecanismos seguros para proteção, que tornam o investidor mais conservador mesmo em um mercado de renda variável.
“Primeiramente o investidor pode recorrer ao mercado de opções”, diz Quintella. O profissional explica que, para se proteger, o investidor pode comprar uma opção de venda, o que garantiria um preço de venda caso a ação que ele possui caia. “Popularmente conhecido como seguro, nessa modalidade o investidor garante um preço de venda, não importando o quanto o papel tenha caído”, diz.
Ainda com opções, ele lembra que também é possível vender uma opção de compra. “Neste caso, o investidor consegue um grau de proteção e uma taxa máxima. Se o grau de proteção for de 4%, por exemplo, e a taxa máxima for de 4%, ao se fazer essa operação, a ação que o investidor possui pode cair até 4% que ele estará protegido”, diz Quintella.
No entanto, ele aponta que até o vencimento da opção (que ocorre toda terceira segunda-feira de cada mês), o investidor terá um lucro máximo, caso o papel suba, de 4%. “Fazer esse tipo de operação constantemente é bastante interessante”, diz Quintella.
Segundo o diretor da Valore, outra opção de proteção é a venda de índice ou mini-índice futuro no mesmo valor da carteira do investidor. “Pode-se fazer um hedge (proteção) interessante, principalmente se a carteira for bem diversificada”, diz.
Por fim, ele aponta que, em um mercado volátil, procurar por papéis de empresas que pagam bons dividendos e fazer operações long & short também podem ser opções interessantes para evitar grandes perdas.
6 – Investir na bolsa é muito complicado, não é para qualquer um
O especialista da MoneyFit afirma que a bolsa não é um ambiente de investimento complicado e é muito parecido com qualquer outro mercado onde se compra e venda algo. “A bolsa é um mercado com outro qualquer, onde se compram e vendem ações de empresas e outros ativos financeiros”, diz Massaro.
Para mostrar que não é tão difícil, ele cita um exemplo. “Imagine uma loja de carros usados. A loja compra carros usados por “X” e espera vendê-los, em algum momento no futuro, por “X + Y”, sendo esse “Y” o lucro da transação”, diz. “Em princípio, qualquer pessoa que entenda essa transação também é capaz de entender a bolsa de valores. Pessoas compram ações e ativos financeiros na expectativa de vendê-los mais caros no futuro, obtendo lucro, ou então compram esses mesmos ativos para mantê-los e receber os rendimentos que eles proporcionam”, explica.
Ele lembra que existem jargões e algumas particularidades, que obrigam o iniciante a fazer uma “lição de casa” antes de começar a investir. “Mas é importante ter em mente que a bolsa não passa, em sua essência, de um mercado como qualquer outro”, conclui.
O diretor da Valore aponta que todos os investidores podem se dar bem na bolsa de valores. “Para quebrar esse mito, o investidor pode realizar cursos e verá que investir em ações não é tão complicado assim”, diz.
De acordo com ele, o primeiro ponto é o investidor entender que vai se tornar um sócio da empresa. “Muitas pessoas admiram grandes empresários, cujas companhias possuem bons faturamentos e boa participação no mercado. Então porque não sermos donos delas também?”, questiona.
Para isso, ele recomenda que o investidor busque informações em sites confiáveis mas que também conte com o auxilio profissional de um assessor de investimento para saber quais são as ações e oportunidades recomendadas. “A ideia central é essa: com poucos recursos, podemos ser sócios de empresas de grande porte e extremamente competitivas”, diz.
7 - Com a bolsa em baixa, não é momento de entrar
Se você acha que, quando a bolsa está caindo, o melhor é ficar bem longe dela, pode estar muito enganado. De acordo com Quintella, quando a bolsa apresenta grandes baixas, como as que têm acontecido ultimamente, pode ser uma boa hora para entrar no mercado. "Na verdade, se fecharmos os olhos, poderemos praticamente verificar uma placa escrito "promoção" em diversos papéis negociados na Bovespa”, ressalta.
Segundo ele, é muito mais interessante comprar ações em períodos de queda do que quando a bolsa apresenta recordes de valorização. "Claro que não há a necessidade de euforia, pois o cenário de recuperação tende a ser demorado. Mas é bastante saudável para qualquer carteira de investimentos estar posicionado em ações e sempre que o cenário econômico se deteriorar fazer uso de derivativos para proteção”, aponta.
8 – As bolsa têm desempenho parecido com a economia real do País
Este é um mito que pode ser derrubado apenas olhando para o cenário atual. Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrenta um ano de queda, com forte volatilidade e grandes incertezas, a economia do País atravessa um momento estável, com bons fundamentos.
“Estas duas coisas nem sempre andam em sintonia”, afirma Quintella. “Com um mercado financeiro globalizado e composto de capitais provenientes de diversas nações, o noticiário global pode fazer com que as ações de empresas brasileiras caiam, apesar da economia real apresentar dados interessantes e sólidos”, completa.
9 – Para investir em ações, é preciso acompanhar diariamente o mercado
Muitas pessoas pensam que, para investir no mercado acionário, é preciso ficar atento diariamente aos gráficos, às notícias e cotações do mercado. Entretanto, este não é o comportamento necessário para todos os investidores.
“Há muitos investidores que compram ações e deixam em sua carteira por anos. O que vale a pena é ter ações de primeira linha e entender o momento de trocar as ações compradas por outras de maior potencial”, afirma Quintella.
10 – Os operadores da bolsa trabalham gritando e gesticulando o dia todo
O especialista da MoneyFit aponta que os gritos e gestos dos operadores de mercado são coisas do passado. “Hoje as bolsas brasileiras (e a grande maioria das bolsas estrangeiras) são 100% eletrônicas. Não existe mais aquele local onde as pessoas ficavam negociando umas com as outras como se fosse uma feira livre”, afirma.
O perfil do profissional da bolsa de valores também está mudando muito. “Aquele sujeito cheio de “adrenalina” que fica excitado com a variação dos preços está cada vez mais cedendo espaço para aquele que domina linguagens de programação como “C” e “Matlab” e que consegue desenvolver algoritmos de execução de ordens (os famosos “robôs”) e estratégias sistêmicas baseadas em dados estatísticos e probabilísticos”, conclui Massaro.
Fonte: http://www.infomoney.com.br/investimentos-em-acoes/noticia/2194663-conheca+grandes+mitos+sobre+investimento+acoes
domingo, 21 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
TECTOY - AVISO AOS ACIONISTAS
TEC TOY S.A.
Companhia Aberta – CVM nº 14.133
CNPJ/MF nº 22.770.366/0001-82
NIRE 13.300.004.673
Em referência ao Anúncio de Encerramento de Distribuição Pública divulgado no dia 02 de agosto de 2011, a Companhia informa que no próximo dia 24 de agosto efetuará os pagamentos relativos aos pedidos de reembolso dos acionistas que revogaram suas subscrições realizadas no âmbito do aumento de capital aprovado na Reunião do Conselho de Administração de 16 de dezembro de 2010.
Manaus, 18 de agosto de 2011
TEC TOY S.A.
Milton Hashizume
Diretor de Relações com Investidores
hashi@tectoy.com.br
Fonte: http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&a mp;protocolo=302272&funcao=visualizar&site=B
Companhia Aberta – CVM nº 14.133
CNPJ/MF nº 22.770.366/0001-82
NIRE 13.300.004.673
Em referência ao Anúncio de Encerramento de Distribuição Pública divulgado no dia 02 de agosto de 2011, a Companhia informa que no próximo dia 24 de agosto efetuará os pagamentos relativos aos pedidos de reembolso dos acionistas que revogaram suas subscrições realizadas no âmbito do aumento de capital aprovado na Reunião do Conselho de Administração de 16 de dezembro de 2010.
Manaus, 18 de agosto de 2011
TEC TOY S.A.
Milton Hashizume
Diretor de Relações com Investidores
hashi@tectoy.com.br
Fonte: http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&a mp;protocolo=302272&funcao=visualizar&site=B
No cenário atual, vale a pena vender um imóvel e investir em ações?
SÃO PAULO – O preço dos imóveis no Brasil avançou bastante nos últimos anos e, de acordo com alguns especialistas, pode já ter atingido o ponto máximo de valorização. Ao mesmo tempo, o mercado acionário tem enfrentado um momento ruim e registrado forte desvalorização, especialmente em 2011, por conta dos problemas econômicos globais.
Neste cenário de imóveis supervalorizados e ações teoricamente baratas, quem tem investimento em imóvel poderia vender o bem para comprar ações?
Para o professor do LabFin (Laboratório de Finanças), José Roberto Savoia, esta não é a melhor alternativa para o momento atual, já que é difícil generalizar e dizer que o preço das ações esteja barato. “Os preços estão desalinhados. Tendo em vista todas as incertezas do mercado acionário, é difícil ter uma precificação correta de longo prazo”, diz.
Segundo ele, podem existir ações que estejam com preços abaixo do seu valor real, mas seria preciso observar outros fatores para ter certeza sobre o desempenho destes papéis. “Além de analisar a qualidade das companhias, é preciso levar em conta a perspectiva de desempenho delas em uma economia ainda um pouco indefinida”, aponta Savoia.
Ao mesmo tempo, ele também é cauteloso em classificar os imóveis como supervalorizados. “Os imóveis estão inseridos em diversas categorias. Tem os imóveis comerciais, residenciais, de alto luxo, aqueles voltados para a baixa renda. Existem diferenças importantes entre eles e com relação às possibilidades de valorização”, afirma o professor.
Por isso, neste cenário com muitas incertezas, o ideal é evitar fazer grandes mudanças de portfólio. “Você pode até fazer mudanças marginais, mas nenhuma alteração tão significativa na carteira neste momento”, diz Savoia.
Rentabilidade maior
Por outro lado, de acordo com o professor de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Armando Castelar, esta opção pode ser levada em consideração pelos investidores, já que a rentabilidade obtida com os proventos das ações pode ser maior do que aquela alcançada por meio dos aluguéis. “No momento atual, na maioria dos casos, o preço do aluguel do imóvel está dando um retorno menor do que os dividendos pagos por ações de grandes companhias”, afirma Castelar.
Entretanto, segundo ele, o investidor deve ficar atento com a questão da segurança, especialmente em épocas de incertezas. “Em momentos de crise, os imóveis são tidos como um dos investimentos mais seguros”, ressalta.
Outra questão que pesa contra os imóveis é a liquidez, já que é bem mais difícil vender um apartamento do que uma ação, por exemplo. “O imóvel tem muito menos liquidez, então, se você precisar vendê-lo com urgência pode enfrentar dificuldades”, afirma. “Já as ações têm grande liquidez e podem ser vendidas de maneira bem mais rápida”, afirma.
Neste ponto, Savoia, do LabFin, ressalta que o investidor também pode optar pelo investimento em fundos imobiliários, que apesar de não serem tão líquidos quanto o investimento em ações, são mais fáceis de comprar e vender – por meio de cotas – do que os imóveis propriamente ditos.
Riscos
O professor da FGV ressalta que tanto o investimento em ações quanto no mercado imobiliário são considerados de risco. “Tem gente que pensa que só existe valorização dos imóveis, que não há risco de ter prejuízo. Isto não é verdade, já que o preço do imóvel também pode cair, por conta de uma depreciação da região onde ele se encontra, por exemplo”, afirma Castelar.
De acordo com ele, não é possível dizer que investir em ações seja mais, ou menos, arriscado do que em imóveis. “Considero os dois investimentos de risco em relação à possibilidade de valorização”, afirma Castelar.
http://www.infomoney.com.br/investimentos/noticia/2191115-cenario+atual+vale+pena+vender+imovel+investir+acoes
Neste cenário de imóveis supervalorizados e ações teoricamente baratas, quem tem investimento em imóvel poderia vender o bem para comprar ações?
Para o professor do LabFin (Laboratório de Finanças), José Roberto Savoia, esta não é a melhor alternativa para o momento atual, já que é difícil generalizar e dizer que o preço das ações esteja barato. “Os preços estão desalinhados. Tendo em vista todas as incertezas do mercado acionário, é difícil ter uma precificação correta de longo prazo”, diz.
Segundo ele, podem existir ações que estejam com preços abaixo do seu valor real, mas seria preciso observar outros fatores para ter certeza sobre o desempenho destes papéis. “Além de analisar a qualidade das companhias, é preciso levar em conta a perspectiva de desempenho delas em uma economia ainda um pouco indefinida”, aponta Savoia.
Ao mesmo tempo, ele também é cauteloso em classificar os imóveis como supervalorizados. “Os imóveis estão inseridos em diversas categorias. Tem os imóveis comerciais, residenciais, de alto luxo, aqueles voltados para a baixa renda. Existem diferenças importantes entre eles e com relação às possibilidades de valorização”, afirma o professor.
Por isso, neste cenário com muitas incertezas, o ideal é evitar fazer grandes mudanças de portfólio. “Você pode até fazer mudanças marginais, mas nenhuma alteração tão significativa na carteira neste momento”, diz Savoia.
Rentabilidade maior
Por outro lado, de acordo com o professor de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Armando Castelar, esta opção pode ser levada em consideração pelos investidores, já que a rentabilidade obtida com os proventos das ações pode ser maior do que aquela alcançada por meio dos aluguéis. “No momento atual, na maioria dos casos, o preço do aluguel do imóvel está dando um retorno menor do que os dividendos pagos por ações de grandes companhias”, afirma Castelar.
Entretanto, segundo ele, o investidor deve ficar atento com a questão da segurança, especialmente em épocas de incertezas. “Em momentos de crise, os imóveis são tidos como um dos investimentos mais seguros”, ressalta.
Outra questão que pesa contra os imóveis é a liquidez, já que é bem mais difícil vender um apartamento do que uma ação, por exemplo. “O imóvel tem muito menos liquidez, então, se você precisar vendê-lo com urgência pode enfrentar dificuldades”, afirma. “Já as ações têm grande liquidez e podem ser vendidas de maneira bem mais rápida”, afirma.
Neste ponto, Savoia, do LabFin, ressalta que o investidor também pode optar pelo investimento em fundos imobiliários, que apesar de não serem tão líquidos quanto o investimento em ações, são mais fáceis de comprar e vender – por meio de cotas – do que os imóveis propriamente ditos.
Riscos
O professor da FGV ressalta que tanto o investimento em ações quanto no mercado imobiliário são considerados de risco. “Tem gente que pensa que só existe valorização dos imóveis, que não há risco de ter prejuízo. Isto não é verdade, já que o preço do imóvel também pode cair, por conta de uma depreciação da região onde ele se encontra, por exemplo”, afirma Castelar.
De acordo com ele, não é possível dizer que investir em ações seja mais, ou menos, arriscado do que em imóveis. “Considero os dois investimentos de risco em relação à possibilidade de valorização”, afirma Castelar.
http://www.infomoney.com.br/investimentos/noticia/2191115-cenario+atual+vale+pena+vender+imovel+investir+acoes
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
TECTOY (TOYB) - FATO RELEVANTE (17/08) TECTOY (TOYB) - Fato relevante DRI: Milton Hashizume
A empresa enviou o seguinte fato relevante:
A Companhia informa que em 16 de agosto de 2011 atualizou o item 11 (Projecoes) do seu formulario de referencia com o proposito de refletir o teor da reportagem "A Tectoy quer mudar o jogo", veiculada na revista "Isto e Dinheiro", edicao n. 712.
A referida reportagem, que foi objeto de Comunicado ao Mercado anteriormente divulgado, apresenta estimativa de vendas de DVDs pela Companhia, para o ano de 2011, de 800 mil unidades, montante esse substancialmente superior ao verificado durante o ano de 2010.
Essa estimativa, embora seja baseada em resultados preliminares deste exercicio e em expectativas razoaveis quanto ao cenario economico brasileiro, nao representa compromisso nem garantia de resultado por parte da Companhia. Mais informacoes sobre as projecoes divulgadas pela Tectoy podem ser obtidas por meio de seu formulario de referencia, que esta disponivel no site da Comissao de Valores Mobiliarios.
Fonte: http://br.advfn.com/noticias/Tectoy-toyb-Fato-Relevante_48868994.html
A Companhia informa que em 16 de agosto de 2011 atualizou o item 11 (Projecoes) do seu formulario de referencia com o proposito de refletir o teor da reportagem "A Tectoy quer mudar o jogo", veiculada na revista "Isto e Dinheiro", edicao n. 712.
A referida reportagem, que foi objeto de Comunicado ao Mercado anteriormente divulgado, apresenta estimativa de vendas de DVDs pela Companhia, para o ano de 2011, de 800 mil unidades, montante esse substancialmente superior ao verificado durante o ano de 2010.
Essa estimativa, embora seja baseada em resultados preliminares deste exercicio e em expectativas razoaveis quanto ao cenario economico brasileiro, nao representa compromisso nem garantia de resultado por parte da Companhia. Mais informacoes sobre as projecoes divulgadas pela Tectoy podem ser obtidas por meio de seu formulario de referencia, que esta disponivel no site da Comissao de Valores Mobiliarios.
Fonte: http://br.advfn.com/noticias/Tectoy-toyb-Fato-Relevante_48868994.html
Há mais de 20 anos no Brasil, Master System ganha nova versão
17/08/2011 15h21 - Atualizado em 17/08/2011 15h49
Master System Evolution vem com 132 jogos e custa R$ 200.
Videogame tem previsão de chegar às lojas em setembro.
A Tectoy lançará no Brasil uma nova versão do console Master System, lançado no país em 1989. Chamado de Master System Evolution, o aparelho virá com 132 jogos na memória e tem o preço sugerido de R$ 200. A previsão é que o videogame chegue às lojas a partir de setembro.
O console tem jogos clássicos inclusos na memória como "Sonic the Hedgehog", "Altered Best", "Alex Kidd in Miracle World", "Golden Axe", "Shinobi", "Shadow Dancer", "Battle Outrun", "Fantasy Zone", "Hang On", entre outros. De acordo com a Tectoy, há games de gêneros como aventura, ação, esporte, corrida, raciocínio, RPG e estratégia.
O videogame traz o herói Sonic estampado na parte superior do modelo que, assim como os dois controles que acompanham o pacote, que vem na cor azul.
Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/ha-mais-de-20-anos-no-brasil-master-system-ganha-nova-versao-no-pais.html
Master System Evolution vem com 132 jogos e custa R$ 200.
Videogame tem previsão de chegar às lojas em setembro.
A Tectoy lançará no Brasil uma nova versão do console Master System, lançado no país em 1989. Chamado de Master System Evolution, o aparelho virá com 132 jogos na memória e tem o preço sugerido de R$ 200. A previsão é que o videogame chegue às lojas a partir de setembro.
O console tem jogos clássicos inclusos na memória como "Sonic the Hedgehog", "Altered Best", "Alex Kidd in Miracle World", "Golden Axe", "Shinobi", "Shadow Dancer", "Battle Outrun", "Fantasy Zone", "Hang On", entre outros. De acordo com a Tectoy, há games de gêneros como aventura, ação, esporte, corrida, raciocínio, RPG e estratégia.
O videogame traz o herói Sonic estampado na parte superior do modelo que, assim como os dois controles que acompanham o pacote, que vem na cor azul.
Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/ha-mais-de-20-anos-no-brasil-master-system-ganha-nova-versao-no-pais.html
domingo, 14 de agosto de 2011
Downgrade nos EUA, o circo reabriu
Pela primeira vez na história os Estados Unidos foram rebaixados por uma importante agência de classificação de risco. A S&P (Standard & Poor's) removeu a nota AAA do país, dizendo que o acordo orçamentário recentemente fechado em Washington (que incluiu a elevação da dívida americana) não fez o bastante para resolver o pálido panorama das finanças americanas. Este rebaixamento confirma o que havíamos criticado aqui no Finanças Inteligentes algumas semanas atrás, a incompetência, incapacidade e irresponsabilidade das autoridades políticas mundiais para resolução de uma crise que começou em 2008.
O downgrade nos Estados Unidos revela onde está o epicentro desta nova crise mundial, localizada dentro do próprio Estado. Decisões políticas visando reeleição e o benefício próprio dos partidos estão afetando as economias de diversos países. Nos últimos anos, ou nesta última década, a irresponsabilidade em administrar as contas públicas tornou-se uma característica comum entre vários países no mundo, inclusive o Brasil. Nos países desenvolvidos os déficits fiscais aumentaram de forma expressiva virando uma bola de neve que é repassada a cada eleição presidencial. Não apareceu um político no mundo que arriscou o seu próprio cargo em benefício da nação. Economia funciona de uma forma tão simples que chega a ser ridículo dizer que bastaria gastar o mesmo tanto que se arrecada para não ter problemas futuros e manter o crescimento sustentado por décadas.
Por "sorte" este rebaixamento no rating dos Estados Unidos não foi anunciado com os mercados funcionando, o que muito provavelmente iria acionar circuit break em diversas bolsas mundiais. A S&P notificou o Departamento do Tesouro Americano que iria rebaixar a dívida dos EUA e apresentaram ao governo suas conclusões. Funcionários do Tesouro notaram "um erro" de 2 trilhões de dólares nas contas da S&P que retardou o anúncio por várias horas. Por este motivo os mercados caíram tão forte na sexta-feira e logo se recuperaram, pois houve um vazamento de informação "que não foi confirmado". Logo a noite, com as contas revisadas a S&P anunciou o corte no rating dos EUA, mas com os mercados já fechados.
Após o anúncio, em questão de minutos, surgiram vários especialistas, comentaristas, doutores, analistas, economistas e até mesmo carpinteiros, faxineiras, babás, manicures e pedicures (me perdoem a ironia, mas não sei da onde tiraram tantos especialistas, de uma hora para outra, para falar deste assunto) escrevendo artigos e matérias "terroristas" na mídia. Logicamente devidamente embasados em suas bolas de cristais super-poderosas.
Até a China resolveu cantar de galo em cima dos americanos. Mas desde quando um país que cresce a base de uma semi-ditadura, que explora a mão de obra, mantêm uma desigualdade social enorme e manipula descaradamente o câmbio tem respaldo para criticar políticas econômicas alheias? Além do mais a China só é o maior credor da dívida americana pois tem que comprar dólar e aplicar em treasuries para manter sua moeda desvalorizada. Nesta crise política mundial, de herói não tem ninguém. Os países representam as peças de um verdadeiro jogo de xadrez para saber quem é que vai pagar a conta de tantas irresponsabilidades do passado recente.
Inevitavelmente os mercados serão afetados nas próximas semanas, o efeito psicológico será o grande responsável, muitos investidores irão agir por impulso acompanhando o movimento de manada do mercado. É certo afirmar que alguns fundos de pensão são obrigados, por estatuto, a aplicar parte de seus recursos em ativos AAA, a grande referência destas aplicações eram os títulos públicos americanos (treasuries). Devido ao rebaixamento, pode ser que alguns fundos tenham que fazer uma realocação em suas aplicações, ou caso contrário teriam que alterar o estatuto permitindo aplicar em ativos AA+ (atual nota dos EUA).
O que acontecerá com os Estados Unidos a partir de agora? Qual o bônus que o tesouro americano terá de pagar para conseguir rolar novas dívidas? Onde os fundos terão de aplicar se tiverem que sacar o dinheiro do tesouro americano? O dólar vai deixar de ser a moeda de reserva mundial? Os políticos irão conseguir resolver esta crise? Eu encontrei diversas respostas para estas perguntas na internet e todas elas tem o mesmo valor de um papel de bala xita. Não agregam valor, conhecimento e acima de tudo brincam com o seu dinheiro.
Preocupe-se com os seus problemas e mantenha disciplina nos investimentos. Deixem os alarmistas falarem pelas paredes. Renda variável é simples, a bolsa sobe e desce, crises sempre irão existir. Mas se você continuar dando atenção para o q.
Fonte: http://www.financasinteligentes.com/e falam na mídia vai continuar comprando na alta e vendendo na baixa
O downgrade nos Estados Unidos revela onde está o epicentro desta nova crise mundial, localizada dentro do próprio Estado. Decisões políticas visando reeleição e o benefício próprio dos partidos estão afetando as economias de diversos países. Nos últimos anos, ou nesta última década, a irresponsabilidade em administrar as contas públicas tornou-se uma característica comum entre vários países no mundo, inclusive o Brasil. Nos países desenvolvidos os déficits fiscais aumentaram de forma expressiva virando uma bola de neve que é repassada a cada eleição presidencial. Não apareceu um político no mundo que arriscou o seu próprio cargo em benefício da nação. Economia funciona de uma forma tão simples que chega a ser ridículo dizer que bastaria gastar o mesmo tanto que se arrecada para não ter problemas futuros e manter o crescimento sustentado por décadas.
Por "sorte" este rebaixamento no rating dos Estados Unidos não foi anunciado com os mercados funcionando, o que muito provavelmente iria acionar circuit break em diversas bolsas mundiais. A S&P notificou o Departamento do Tesouro Americano que iria rebaixar a dívida dos EUA e apresentaram ao governo suas conclusões. Funcionários do Tesouro notaram "um erro" de 2 trilhões de dólares nas contas da S&P que retardou o anúncio por várias horas. Por este motivo os mercados caíram tão forte na sexta-feira e logo se recuperaram, pois houve um vazamento de informação "que não foi confirmado". Logo a noite, com as contas revisadas a S&P anunciou o corte no rating dos EUA, mas com os mercados já fechados.
Após o anúncio, em questão de minutos, surgiram vários especialistas, comentaristas, doutores, analistas, economistas e até mesmo carpinteiros, faxineiras, babás, manicures e pedicures (me perdoem a ironia, mas não sei da onde tiraram tantos especialistas, de uma hora para outra, para falar deste assunto) escrevendo artigos e matérias "terroristas" na mídia. Logicamente devidamente embasados em suas bolas de cristais super-poderosas.
Até a China resolveu cantar de galo em cima dos americanos. Mas desde quando um país que cresce a base de uma semi-ditadura, que explora a mão de obra, mantêm uma desigualdade social enorme e manipula descaradamente o câmbio tem respaldo para criticar políticas econômicas alheias? Além do mais a China só é o maior credor da dívida americana pois tem que comprar dólar e aplicar em treasuries para manter sua moeda desvalorizada. Nesta crise política mundial, de herói não tem ninguém. Os países representam as peças de um verdadeiro jogo de xadrez para saber quem é que vai pagar a conta de tantas irresponsabilidades do passado recente.
Inevitavelmente os mercados serão afetados nas próximas semanas, o efeito psicológico será o grande responsável, muitos investidores irão agir por impulso acompanhando o movimento de manada do mercado. É certo afirmar que alguns fundos de pensão são obrigados, por estatuto, a aplicar parte de seus recursos em ativos AAA, a grande referência destas aplicações eram os títulos públicos americanos (treasuries). Devido ao rebaixamento, pode ser que alguns fundos tenham que fazer uma realocação em suas aplicações, ou caso contrário teriam que alterar o estatuto permitindo aplicar em ativos AA+ (atual nota dos EUA).
O que acontecerá com os Estados Unidos a partir de agora? Qual o bônus que o tesouro americano terá de pagar para conseguir rolar novas dívidas? Onde os fundos terão de aplicar se tiverem que sacar o dinheiro do tesouro americano? O dólar vai deixar de ser a moeda de reserva mundial? Os políticos irão conseguir resolver esta crise? Eu encontrei diversas respostas para estas perguntas na internet e todas elas tem o mesmo valor de um papel de bala xita. Não agregam valor, conhecimento e acima de tudo brincam com o seu dinheiro.
Preocupe-se com os seus problemas e mantenha disciplina nos investimentos. Deixem os alarmistas falarem pelas paredes. Renda variável é simples, a bolsa sobe e desce, crises sempre irão existir. Mas se você continuar dando atenção para o q.
Fonte: http://www.financasinteligentes.com/e falam na mídia vai continuar comprando na alta e vendendo na baixa
Conheça a história da Tectoy no Brasil em entrevista exclusiva com executivo da empresa
Veja entrevista com Stefano Arnhold (10 vídeos)
Há pouco mais de um ano, a equipe de reportagem de UOL Jogos entrevistou Stefano Arnhold, presidente do conselho da Tectoy.
O executivo acompanhou boa parte do início da empresa e desempenhou papel fundamental na atuação da companhia no mercado de games no Brasil, como representante oficial da Sega no país e também fabricante de brinquedos. Dentre as principais histórias do bate-papo, Stefano conta como nasceu a ideia de "Ayrton Senna's Super Monaco GP II" e a divertida história de criação da Estrelinha Mágica, da Turma da Mônica.
Na longa entrevista de mais de uma hora (que você pode acompanhar na íntegra aqui), Stefano comentou a entrada da Tectoy no mercado de videogames, a fabricação de consoles e jogos no Brasil e muito mais.
http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/08/01/conheca-a-historia-da-tectoy-no-brasil-em-entrevista-exclusiva-com-executivo-da-empresa.htm
Há pouco mais de um ano, a equipe de reportagem de UOL Jogos entrevistou Stefano Arnhold, presidente do conselho da Tectoy.
O executivo acompanhou boa parte do início da empresa e desempenhou papel fundamental na atuação da companhia no mercado de games no Brasil, como representante oficial da Sega no país e também fabricante de brinquedos. Dentre as principais histórias do bate-papo, Stefano conta como nasceu a ideia de "Ayrton Senna's Super Monaco GP II" e a divertida história de criação da Estrelinha Mágica, da Turma da Mônica.
Na longa entrevista de mais de uma hora (que você pode acompanhar na íntegra aqui), Stefano comentou a entrada da Tectoy no mercado de videogames, a fabricação de consoles e jogos no Brasil e muito mais.
http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/08/01/conheca-a-historia-da-tectoy-no-brasil-em-entrevista-exclusiva-com-executivo-da-empresa.htm
Assinar:
Postagens (Atom)


